OSCAR 2017: Um Homem Chamado Ove (En Man som heter Ove) - RESENHA CRÍTICA
O filme é razoável e bastante humano, ainda que previsível (será impressão minha de que já vimos muita coisa parecida?)
Um Homem Chamado Ove (En Man som heter Ove)
Suécia, 2015. 1h56. Direção de Hannes Holm. Com Rolf Lassgard , Filip Berg, Bahar Pars, Ida Engovli, Tobis Almborg.
De uma seleção muito fraca feita pela Academia do Oscar, este filme sueco mesmo que não seja nada de especial, é razoável e bastante humano, ainda que previsível (será impressão minha de que já vimos muita coisa parecida?).
Enfim, é o diretor Hannes que também escreveu o roteiro baseado em livro de Fredrik Bakman. Nenhum dos dois é conhecido por aqui. Ao menos o ator protagonista é muito famoso na TV e em alguns filmes exibidos aqui como Depois do Casamento, Sob o Sol, mas seu personagem famoso mesmo foi na adaptação para a TV dos livros best-seller de Henning Mankell, onde fazia o Kurt Wallander.
Ele faz Ove, um viúvo infeliz, que logo no começo visita o tumulo da esposa e se prepara para se enforcar, mas é interrompido pela vizinhança mais particularmente com os vizinhos que são emigrantes vindos do Irã. Embora não faz mais parte dos condôminos continua a se intrometer, enquanto o filme nos tenta fazer a acreditar que aquele senhor chato e sem futuro, aos poucos irá se modificar para se tornar um ser humano mais humano, mesmo sendo um sueco de hábitos gelados! O filme tem o mérito de até nos fazer acreditar um pouco nisso, caso a efervescência atual da Europa e etc. não nos negasse isso. Enfim, pelo menos é bem melhor que o Toni Erdmann.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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