RESENHA CRÍTICA: Crimes Obscuros (True Crimes)
Chamado de um filme muito feio, excessivamente brutal e fadado ao fracasso. Uma pena, porque Carrey ainda deve ter um resto do seu antigo talento.
Crimes Obscuros (True Crimes)
EUA, Inglaterra, Polônia, 16. 1h32 min. Direção de Alexandros Avranas. Roteiro de David Grann (inspirado no artigo True Crime, a Post Modern Murder Mistery, de David Grann, baseado em obra de Jeremy Brock). Com Jim Carrey, Marton Csokas, Charlotte Gainsbourg, Kati Outinen, Vlald Ivanov,Agata Kulesza.
Não acho que em plena semana em que o assunto foi a premiação do Oscar, tendo muito mais ainda, se preparado para as festas de carnaval na rua, cada vez mais populares (e em pleno calor), alguém vai se dar ao trabalho de tentar ver este filme já meio antigo ( datado de 2016! O sotaque de Carrey é extremamente variável e esquisito!). Justamente agora quando o outrora brilhante e divertido astro Carrey se perdeu não se entende ainda muito bem como e porquê. Mas é muito triste ver que o gênio se perdeu, tanto fisicamente quanto em busca de projetos.
Ele faz Tadek, um oficial da polícia que encontra semelhanças entre o assassinato de um policial e um crime narrado em um livro de um escritor chamado Krystov Kozlow. Tadek tenta encontrá-lo e sua namorada, que frequentam um misterioso sex club do underground. Isso só fará ele se interessar mais ainda e a obsessão irá crescer. Mergulha então no mundo subterrâneo do sexo, cheio de mentira e corrupção. Até tentar encontra a verdade. Jim Carrey, muito envelhecido, faz o detetive nos país comunista que se apaixona por uma ex-prostituta. (o papel é da francesa Charlotte Gainsbourg, que não brilha pela beleza). O filme foi baseado num artigo de Krystian Bala, que tornou tudo ainda mais confuso.
De qualquer forma, o resultado do filme foi violentamente criticado, chamado de um “filme muito feio”, excessivamente brutal e fadado ao fracasso. Uma pena, porque Carrey ainda deve ter um resto do seu antigo talento.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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