OSCAR 2017: O. J.: Made in America (Idem) - RESENHA CRÍTICA

Documentário que parece definitivo sobre a ascensão, apogeu e declínio de uma das figuras mais famosas e polêmicas da história americana

21/02/2017 21:52 • Por Rubens Ewald Filho
OSCAR 2017: O. J.: Made in America (Idem) - RESENHA CR�TICA

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O. J.: Made in America (Idem)

EUA, 16. Sete horas e 47 minutos. Documentário em 5 partes. Direção de Ezra Edelman.

Premiado pelos Critic´s Choice, pelo Sindicato dos Diretores, Gotham Awards, Criticos de Nova York entre outros, este é o documentário que parece definitivo sobre a ascensão, apogeu e declínio de uma das figuras mais famosas e polêmicas da história americana. Quem não conhece O.J. Simpson (1947-) que depois de se tornar uma atleta rico e famoso de futbebol americano, também virou comentarista e uma celebridade e um astro de cinema (entre 35 filmes como ator estão a série Corra que a Policia Vem Aí, Capricórnio Um, Inferno na Torre, o seriado Raízes). Mas ainda no auge, quando era causado com Nicole Simpson, foi acusado da morte dela e de um amigo. Embora tudo indicasse que era culpado, escapou livre (o governo teve medo do público que ameaçava botar fogo em cidades inteiras). Anos depois voltou a ser preso por outro motivo e está encarcerado até hoje. Sua história é contada com seriedade, aqui em cinco programas de cerca de hora e meia cada, com um material muito rico em depoimentos. Mais ou menos ao mesmo tempo houve também a mesma história transformada em um programa de TV de 10 episódios, com astros famosos e que foi muito premiada: American Crime Story, The People Vs O J Simpson, onde foi vivido por Cuba Gooding Jr.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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