OSCAR 2017: Lion - Uma Jornada para Casa (Lion) - RESENHA CRÍTICA

Indicado em 5 categorias: Filme, Roteiro Adaptado, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Fotografia

24/01/2017 20:19 • Por Rubens Ewald Filho
OSCAR 2017: Lion - Uma Jornada para Casa (Lion) - RESENHA CR�TICA

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

Lion - Uma Jornada para Casa (Lion)

Índia, Austrália, 16. 118 min. Direção de Garth Davis. Com Sunny Pawar, Pryanka Bose, Dev Patel, Nicole Kidman, David Wenhan, Rooney Mara. 

Embora não tenha conseguido ainda uma renda satisfatória de bilheteria, este filme teve seu diretor selecionado para estar na lista dos cinco melhores do ano no Sindicato dos Diretores. E o mais notável é que ele, chamado Garth Davis, fez apenas comerciais e dirigiu uma minissérie de TV interessante mas não tão assim notável, no caso Top Of the Lake, também feito na Austrália. Mas além disso o filme foi indicado a quatro Globos de Ouro e a cinco OScars, sinal de que deveria ter um apelo popular. Explico porquê: é um filme que é comovente e com certeza vai fazer o espectador (ou espectadora) chorar.

Inspirado num fato real acontecido em 1986, é sobre um menino indiano muito pobre que vive com sua mãe e seu irmão mais velho ajudando-os a catar pedra num trem que corta a região que vive na Índia. O menino que faz o garoto chama-se Sunny Pawar e costuma encantar também as plateias, enquanto ele já adulto acaba sendo feito pelo ator jovem indiano Dev Patel, mais famoso no ocidente. Dev, que fez Quem Quer Ser Milionário e os dois filmes do Hotel Marigold. Pois ele cresceu, ficou adulto e musculoso, ajeitou o cabelo e a barba de tal forma que ficou bonitão.

O filme começa mostrando os dois irmãos na Índia e depois mostra como o garoto se perdeu e acabou sendo colocado para a adoção e teve a sorte de ser chamado por um casal australiano que lhe da todas as chances, se tornando um estudante bem sucedido, mas o casal também adotou outro indiano que não teve a mesma sorte, ficou traumatizado e marcado pelas tragédias da vida. Quando o herói conhece uma bela e atenciosa estudante feita por Rooney Mara (na verdade, foram várias, mas no final centraram-se numa só), ele entra em crise lembrando da mãe verdadeira... Até quando alguém lhe dá uma dica, para pesquisar no Google Earth e tentar reencontrá-la e assim, como muita dificuldade e dúvidas, ele vai atrás da mãe. 
Não é preciso explicar mais. Rodado em locações o filme tem uma trilha musical grandiloquente mas que funciona e traz uma interpretação muito boa da estrela Nicole Kidman, que faz a mãe adotiva e David Wenhan faz o pai. As cenas foram rodadas na verdadeira Tasmânia!

Ou seja, a soma de tudo isso faz com que o filme seja fácil de ver e por vezes emocionante. Um detalhe curioso o livro original foi escrito pelo próprio biografado que usa o nome de Saroo Bresley e se chamou A Long Way Home. Experimente!

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha

relacionados

Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro