MORRA AMOR (2025)
Um retrato duro sobre relacoes que ferem tanto quanto seduzem. E Jennifer Lawrence domina a tela com intensidade impressionante
Morra, Amor é daqueles filmes que não pedem simpatia do público. Ele prefere provocar, incomodar e expor emoções pouco confortáveis. Desde o início fica claro que não se trata de uma história romântica convencional.
A narrativa mergulha em um relacionamento marcado por obsessão, desgaste e desejo contraditório. Amar aqui não é algo suave ou idealizado. É uma força turbulenta, muitas vezes destrutiva.
A direção de Lynne Ramsay opta por um tom quase febril. A câmera acompanha os personagens de perto, como se estivesse invadindo seus pensamentos. Essa proximidade cria intensidade, mas também certo desconforto.
O roteiro nem sempre explica tudo. Há momentos em que o comportamento dos personagens parece irracional. Mas talvez seja justamente esse o ponto do filme.
No centro dessa tempestade emocional está Jennifer Lawrence. E ela encara o papel com coragem absoluta. Sua personagem oscila entre fragilidade, fúria e ironia.
Lawrence constrói uma atuação visceral. Há momentos em que basta um olhar para transmitir exaustão ou desespero. Ela se entrega física e emocionalmente à personagem.
Mesmo quando a narrativa se torna caótica, sua presença mantém o filme vivo. É uma interpretação intensa, desconfortável e impossível de ignorar.
Morra, Amor não é um filme fácil. Mas tem personalidade e força dramática.
Nota: 4/5
Sobre o Colunista:
Edinho Pasquale
Editr-Executivo do site DVDMagazine
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