OSCAR 2017: Fogo no Mar (Fire at Sea/Fuocoammare) - RESENHA CRÍTICA
Um filme decepcionante. E como registro de uma tragédia não podia ser menos eficiente
Fogo no Mar (Fire at Sea/Fuocoammare)
Itália, 16. 1hora e 54 minutos. Documentário. Direção de Gianfranco Rossi.
Embora tenha sido vencedor do prêmio Urso de Ouro de Berlim, também do Ecumênico, da Anistia, é decepcionante este documentário que ficou também entre os cinco finalistas do Oscar de 17. Lento e básico, traz praticamente nada nem mesmo depoimentos das vítimas que tentam atravessar o mar da Sicília para a ilha de Lampedusa. Quase ninguém fala, havendo imagens de prisioneiros, mas são figuras esparsas. Os locais ouvem muita música, cozinham, falam ao telefone, aparece um ou outro garoto vítima que parece ter encontrado um lugar, mas um texto no começo fala de 15 mil vítimas que morreram ao atravessar o canal (mas quando chega um navio com elas,não mostram nem os que morreram afogados). Ou seja, um filme decepcionante. E como registro de uma tragédia não podia ser menos eficiente.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias