RESENHA CRÍTICA: Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate (Planes: Fire & Rescue)
Endereçado a criança (meninos) de até no máximo dez anos, é o último filme de animação grande neste temporada de verão americano
Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate (Planes: Fire & Rescue)
2014, EUA. 83 min. Direção de Roberts Gannaway.Com vozes originais de Dane Cook, Ed Harris, Julie Bowen, Curtis Armstrong, Hall Holbrook, Wes Studi, Teri Hatcher, Stacy Keach, Regina King, Cedric The Entertainer.
Não tenho como esconder minha decepção diante dos últimos trabalhos da Pixar, que durante uma década foram mestres na criatividade dos filmes de animação. Deve ter sido a responsabilidade de agora seu diretor John Lasseter ter que cuidar também dos filmes da própria Disney (e acertou em cheio com Frozen!) que o tem levado a fazer continuações inferiores e insistir nestes filmes de carros e aviões, que podem ser uma maravilha para merchandising e vender coleções de adoráveis carrinhos (na idade deles, ate eu ficaria louco!). Mas tem dois problemas, são totalmente redundantes e endereçados a crianças (meninos) até no máximo dez anos. São totalmente nostálgicos (como se Disney ainda estivesse vivo e aquele mundo descrito no “desenho” ainda existisse) e por isso mesmo visualmente muito bonito, “technicolorido”, nostálgico. Na verdade, é realmente até é agradável de assistir, curto (os letreiros são enormes e lentos, ou seja, tem só pouco mais de uma hora, o que nestes tempos insuportáveis de Transformers IV, vem a ser uma benção!).
A história nem merecia ser resumida, mas é sobre o avião Dusty que está no auge da glória quando descobre que seu motor está comprometido e nunca mais poderá participar de uma corrida. Resolve então enfrentar novo desafio se tornar bombeiro aéreo, indo fazer parte dos aviões de elite que cuidam do parque Nacional de Piston Peak (fictício e por isso uma mistura do que cada um deles tem de mais fotogênico!). Essa equipe é liderada por Blad Ranger, um veterano helicóptero Dippe, a Windlifter que é fã do herói, um helicóptero de carga. Naturalmente tudo com momentos de bravura, coragem e palavras de ordem à moda antiga!
O primeiro Aviões saiu em setembro de 2013 e rendeu 90 milhões de dólares, que não é desprezível mas também não chega a ser notável. O interessante: é o último filme de animação grande neste temporada de verão americano.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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