O Resgate do Bandoleiro
O rancheiro Pat Brennan (Randolph Scott) viaja de carona em uma carruagem após perder seu cavalo. No veículo está um casal de noivos, felizes pela oportunidade do casamento. A viagem segue bem até que no meio do caminho os três são surpreendidos por perigosos bandidos, que pretendem sequestrar a jovem noiva, pois sabem que ela é filha de ricos fazendeiros e assim poderão exigir um valioso resgate
O Resgate do Bandoleiro (The tall T). EUA, 1957, 77 min. Faroeste. Dirigido por Budd Boetticher. Colorido. Distribuição: Classicline e Versátil
Grande faroeste autoral norte-americano que integra o “Ciclo Ranown”, conjunto de sete westerns dirigidos por Budd Boetticher com Randolph Scott entre 1956 e 1960 - o nome Ranown vem da junção de Ran (de Randolph Scott) e Own (de Brown, ouse já, do produtor Harry Joe Brown), ambos responsáveis por produzirem a maioria dos filmes, na época distribuídos no mercado pela Columbia e que alcançaram imediato sucesso de público nos Estados Unidos; todos traziam temas semelhantes, como rancheiros solitários em viagens pelos vales do Oeste movidos por algum tipo de vingança.
“O resgate do bandoleiro”, para mim, é o melhor do ciclo, rodado nas autênticas e deslumbrantes trilhas e montanhas de Lone Pine, Califórnia, e baseado numa intrigante e inteligente história do cultuado escritor Elmore Leonard. Curtinho, com exatos 77 minutos, o faroeste tem um alto grau de violência para a época (aparece até sangue, algo incomum no gênero), momentos bem dramáticos e reúne um elenco de nomes importantes, a destacar Maureen O'Sullivan (a eterna Jane do cinema, dos filmes do Tarzan da década de 30), Richard Boone, como um vilão amedrontador, e Henry Silva, um matador sem dó nem piedade (Silva atuou em inúmeras fitas de faroeste e policial, está vivo e comemora este mês 89 anos de idade). Randolph Scott, popular ator de western, carrega melancolia e perspicácia no olhar, sempre uma figura imponente, apesar do corpo frágil – ele estava velho na época da produção, com quase 60 anos, e aposentou-se pouco tempo depois; faleceu em 1987, aos 89, imprimindo marca única na história do faroeste.
Gostou? Então não deixe de conferir. O filme saiu em DVD no Brasil em duas ocasiões: em 2015 pela Versátil, no ótimo box “Cinema Faroeste – volume 2” (com outros cinco filmes) e recentemente pela Classicline. Ambas as edições valem a pena!
Sobre o Colunista:
Felipe Brida
Jornalista, cr?tico de cinema e professor de cinema, ? mestre em Linguagens, M?dia e Arte pela PUC-Campinas. Especialista em Artes Visuais e Intermeios pela Unicamp e em Gest?o Cultural pelo Centro Universit?rio Senac SP, ? pesquisador de cinema desde 1997. Ministra palestras e minicursos de cinema em faculdades e universidades, e ? professor titular de Comunica??o e Artes no Imes Catanduva (Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva), no Senac Catanduva e na Fatec Catanduva. Foi redator especial dos sites de cinema E-pipoca e Cineminha (UOL) e do boletim informativo "Colunas e Notas". Desde 2008 mant?m o blog "Cinema na Web". Apresenta quadros semanais de cinema em r?dio e TV do interior de S?o e tem colunas de cinema em jornais e revistas de Catanduva. Foi j?ri em mostras e festivais de cinema, como Bag?, An?polis, Bras?lia e Goi?nia, e consultor do Brafft - Brazilian Film Festival of Toronto 2009 e do Expressions of Brazil (Canada). Ex-comentarista de cinema nas r?dios Bandeirantes e Globo AM, foi um dos criadores dos sites Go!Cinema (1998-2000), CINEinCAT (2001-2002) e Webcena (2001-2003). Escreve resenhas especiais para livretos de distribuidoras de cinema como Vers?til Home V?deo e Obras-primas do Cinema. Contato: felipebb85@hotmail.com
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