OSCAR 2017: Descubra uma canção inédita entre os finalistas do Oscar
Descubra uma canção inédita entre os finalistas do Oscar: The Empty Chair, escrita por J.Ralph e Sting para o documentário da HBO Jim The James Foley Story
O curioso é que normalmente encontramos sempre concorrendo canções de filmes musicais ou famosos. Como é o caso este ano de How Far I´ll Go da animação Moana, do badalado Lin-Manuel Miranda de Hamilton (a quem não consigo apreciar), Can´t Stop the Feelling de Trolls composta por Justin Timberlake (que me parece ainda hoje talentoso) e Max Martin e Shellback. E duas do filme do momento - e que por isso vem causando polemica, La La Land (Audition The Fools Who Dream e City of Stars, ambas de Justin Hurwitz, Benji Pasek, Justin Paul). Repare também que os indicados ao Oscar este ano não estão indicados como canção mas como Música Escrita Especialmente para Cinema e depois entre parentes é que surge Original Song.
O quinto indicado ou segundo na ordem alfabética deles é um documentário realizado pela HBO e que se chama Jim The James Foley Story, assinado por Brian Pateski e que conta a história de um fotografo americano, que foi dos primeiros assassinado pelo ISIS na Síria. Sua vida é contada com imagens que ele mesmo realizou, depoimentos dos colegas prisioneiros e principalmente de sua família que não esconde que ele não sabia o que queria da vida e levava pouca coisa a sério. Talvez falte maior indignação ao retrato dos fatos, um retrato mais claro da sua vida particular e um desenho mais completo do que já era a situação na S[iria (e mesmo quem era o ISIS naquele momento). Quase que virou um retrato de família.
Mesmo a canção chamada A Cadeira Vazia é bastante bonita mas sem novidades, a não ser a presença do astro Sting (nada de novo aí porque ele já havia sido indicado ao Oscar por Until de Kate e Leopold, 01, o desenho A Nova Roupa do Imperador/My Funny Friend and Me, 2000, e de Cold Mountain, You´ll Be My ain True Love, 03). O parceiro dele foi o compositor J. Ralph, que concorre por este The Empty Chair, seguido por Antony Hegarty, por Manta Ray, de Racing Exctintion, e ainda Before my Time, 12, de Chasing Ice.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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