RESENHA CRÍTICA: O Chamado do Mal (Malicious)
Não espere muito: o filme é abaixo de qualquer crítica
O Chamado do Mal (Malicious)
EUA, 18. 90min. Direção e roteiro de Michael Winnick. Com Josh Stewart, Delroy Lindo, Bojana Novakovic, Melissa Bolona, Yvette Yates, Luke Edwards, Jacqueline Fleming. Tambem conhecido como The Curse.
É curioso ou triste ou estranho, conforme vocês quiserem. Mas eu estranho que praticamente todos os filmes americanos tenham tido bilheterias muito fracas ou decepcionantes. Mas o terror continua sobrevivendo. Mesmo quando o elenco e a equipe são desconhecidos. O diretor Winick é como de hábito roteirista e realizador (no caso dirigiu Dublê do Medo, 01, A Sombra, 07, Tiros, Garotas e Trapaças, 12, mas quase tudo que fez não passou por aqui, o que é mal sinal!). Rodado no Mississipi com razoável dose de nudez feminina, 3.500 (milhões) de suposto orçamento, foi rodado em Jackson, Mississipi.
Basicamente é sobre um jovem professor universitário de matemática que tem sua mulher grávida e se mudam para uma casa da faculdade. Eles recebem um presente, oferecido por uma hippie, Irma mais nova da heroína. É que vem a de presente uma caixa da fertilidade, que não consegue ser aberta, até quando a esposa comete o erro de fazer isso. O marido conhece o chefe do departamento nessa nova escola, que é um sujeito misterioso, cego, que tem interesse em temas paranormais. Mas a situação piora quando uma criatura se atrai pelo bebê do casal.
Não espere muito: o filme é abaixo de qualquer crítica, apesar de alguns truques (que envolve uma pintura). Mas nada que chegue aos pés de O Iluminado, O Horror de Amityville ou mesmo O Exorcista. O único ator mais conhecido é veterano Delroy Lindo, que faz o Dr. Clark ao menos com certo humor e carisma. Eu por mim não arriscaria, agora perto do Natal vale mais fazer as compras ou visitar os shoppings.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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