Filmes Clssicos de Volta aos Cinemas

O Cinemark exibir alguns dos filmes clssicos consagrados por geraes, confira quais so e a opinio de Rubens Ewald Filho sobre eles

06/06/2014 10:43 Por Rubens Ewald Filho
Filmes Clássicos de Volta aos Cinemas

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Taxi Driver - Motorista de Táxi (Taxi Driver)

EUA, 1976. Direção de Martin Scorsese. Cor. 113 min. Columbia. Roteiro de Paul Schrader. Fotografia de Michael Chapman. Música de Bernard Hermann. Com Robert De Niro, Jodie Foster, Harvey Keitel, Cybill Shepherd, Peter Boyle, Albert Brooks, Martin Scorsese,  Leonard Harris.

Sinopse: Um ex-soldado do Vietnã que sofre de insônia e aceita dirigir um táxi durante a noite. Se encanta com uma garota que trabalha no comitê de um candidato e faz tudo para conquistá-la. Pensa em matar o político mas sua tensão é transferida para um político de 12 anos explorada por um traficante sem escrúpulos. Com um verdadeiro arsenal de armas, Travis resolve partir para um assassinato. Raspa a cabeça como um índio Moicano e vai salvar a garota.

Bastidores: Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, foi indicado aos Oscars® de Filme, Trilha Musical, Ator e Atriz Coadjuvante (Jodie Foster tinha na época 14 anos e interpreta uma prostituta infantil). As cenas de sexo dela foram dubladas por sua irmã de 20 anos, Connie. O autor, Schrader, afirma ter se inspirado num quase assassino Arthur Bremer. Foi a última trilha de Bernard Hermann (Cidadão Kane), que faleceu no dia seguinte após a gravação. Quinze anos depois, um psicopata, John W. Hinckley, assistiu este filme e querendo impressionar Jodie, então com 20 anos, fez como o personagem e tentou matar o presidente Ronald Reagan. Para se preparar para o personagem, De Niro emagreceu alguns quilos e dirigiu um táxi de verdade por Nova Iorque. Sua então mulher Diahnne Abbott faz ponta numa cena de cinema pornô. Em 1999, o roteirista Schrader e o diretor Scorsese se reuniram e fizeram um filme parecido porém mal sucedido, Vivendo no Limite (Bring out the Dead), sobre um motorista de ambulância em Nova Iorque. No filme, De Niro tem a frase mais famosa de sua carreira, improvisada e com problemas de som (ruídos de rua), quando treina com um revólver diante do espelho dizendo: “Você está olhando para mim?”.

Comentários: O tempo foi generoso com Taxi Driver, que não perdeu seu impacto e é ainda o melhor filme de Scorsese. Desde sua estreia, era um retrato de grande força da solidão e neurose de uma grande cidade. Na definição do roteirista, o herói Travis é uma visão norte-americana do personagem existencial Sartre, à maneira de Náusea, só que não tem noção de seu conflito existencial e seu instinto de destruição é dirigido para o exterior. Os americanos que decidem morrer, em vez de cometerem Harakiri, vão para rua e matam alguém, seu desejo de autodestruição é desvirtuado. A história foi motivada por uma canção chamada Taxi, de Harry Chapin, e no fato de Bremer ter tentado matar o governador George Wallace, unindo esses dois fios da meada, foi criado o personagem de Travis. Todo o filme alterna-se entre um clima onírico da paisagem da cidade noturna, românico com a loira Cybill, para explodir numa sequência extremamente violenta. Há ainda uma reviravolta irônica, só para mostrar a moral da história: entre herói e criminoso, há uma linha muito tênue e perdidos na multidão, uma grande quantidade de assassinos em potencial. Além da trilha típica de filme noir, da revelação de Jodie e de um momento glorioso de De Niro, o filme trás Scorsese como um passageiro que fala em matar a esposa (ele também pode ser visto como si mesmo numa cena de rua). Conclui o roteirista: “O filme parece ser realista, mas na verdade passa-se dentro da cabeça do herói, por isso o título sem o artigo definido e a conclusão poética e inesperada”.

 

Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction)

EUA, 1994. Miramax /Disney. 154 min. Direção: Quentin Tarantino. Roteiro dele e Roger Avery. Fotografia: Andrzej Sekula. Direção de Arte: David Wasco. Montagem: Sally Menke.  Produção: Danny De Vito. Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis,  Harvey Keitel, Tim Roth, Amanda Plummer, Maria de Medeiros, Ving Rhames, Eric Stoltz, Rosana Arquette, Christopher Walken, Tarantino, Frank Whaley.

Sinopse: Vários personagens se cruzam em Los Angeles, numa narrativa- não linear, em quatro tramas centrais: dois capangas em missão de resgate, um casal que faz um assalto, uma garota que quase morre de overdose de drogas, um especialista que limpa vestígios de assassinato, uma maleta misteriosa e um lutador que tem que fugir quando recusa entregar uma luta.

Bastidores: Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e do Oscar® de roteiro original (foi indicado também como diretor, ator para Travolta, montagem, ator coadjuvante para Jackson). Consagração do diretor mais influente da década, Tarantino, que sempre admitiu que foi influenciado por outras fitas, principalmente de Hong Kong (como Perigo Extremo/ City on Fire) e acabou provocando uma explosão do cinema independente americano e centenas de imitações. O próprio Tarantino entrou em crise, desenterrando roteiros antigos e mais fracos, insistindo em trabalhar como ator e realizando só outro filme em 1997 (Jackie Brown, 1997). Não custou porém a recompor sua carreira voltando a ter sucesso (outro Oscar® de roteiro em 2013, por Django Livre, indicações também por roteiro e direção por Bastardos Inglórios, 10).  Pulp  provocou um ressurgimento na carreira de John Travolta, que andava por baixo e ajudou todo o elenco (alguns, como Rhames, viraram astros). Pulp Fiction são aqueles livros baratos com histórias policiais, muito em modas nos anos cinquenta.

Comentários: Sem dúvida, foi o filme da década de noventa. Apenas o segundo longa-metragem de um jovem, ex-atendente de locadora, que de tanto ver filmes, acabou escrevendo roteiros, dirigindo uma primeira fita violenta e promissora (Cães de Aluguel/Reservoir Dogs,1992). Mas nada fazia prever semelhante explosão e sucesso (o filme passaria os cem milhões  de dólares em renda nos EUA) e também as sucessivas imitações de estilo e gênero que até hoje continuasse a sentir nas fitas independentes não só americanas.  Mas quem esteve como eu na sua primeira sessão de estreia, em Cannes, pode relatar o choque que o filme produziu com suas inovações e situações inusitadas. Começando pela narrativa sem cronologia. Só na metade  que você vai perceber que está vendo o fim e não o começo e finalmente as peças do quebra-cabeça começam a se ajustar. Mas principalmente nos personagens amorais, que tem senso de humor, mas se comportam de maneira extremamente curiosa. Os mais marcantes são os dois capangas que trabalham para um gangster, Travolta e Jackson, que tem que resgatar um rapaz que foi sequestrado. Depois de escaparem miraculosamente de um fuzilamento (que faz um deles se converter religioso), matam acidentalmente o rapaz resgatado (o revolver dispara no carro e provoca a maior sujeira, de tal maneira que tem que chamar um sujeito que é especialista nesse tipo de coisa, um personagem que Tarantino sem dúvida copiou um curta-metragem que tinha assistido). Outras cenas são igualmente bizarras, como o estupro do gangster negrão por sado-masoquista, a jovem que praticamente morre de overdose mas precisa ser ressuscitada. O fato é a violência nunca havia sido tratada de tal maneira, com um elenco tão brilhante (todos acertam) e com o tom certo, meio satírico, meio afetuoso, um pouco “noir”, muito contemporâneo. Pouco importa  que certas ideias tenham sido emprestadas de fontes alheias, o que vale é que o resultado é muito pessoal, diferente, cheio de surpresas e choques. Uma explosão de talento.

 

Laranja Mecânica (A  Clockwork Orange)

EUA. 1971. Drama. 136 min. Warner. Diretor e roteirista: Stanley Kubrick. Baseado em Livro de Anthony Burgess. Elenco: Malcolm McDowell, Michael Bates, Patrick Magee, Adrienne Corri, Warren Clark, Anthony Sharp.

Sinopse: Num futuro próximo, na Inglaterra, num mundo desolado e violento, gangs de jovens gangsters atacam, estupram e matam. Um deles é treinado pelo governo para ficar condicionado num tratamento de lavagem cerebral que lhe traz repulsa à violência.

Comentários: É uma boa Idea relançar nos cinemas brasileiros este clássico do mestre Stanley Kubrick (1929-99). Até porque, embora nunca tenha sido oficialmente proibido pela censura brasileira (que aconselhava a produtora Warner apenas a não apresentar oficialmente o filme para sua avaliação), só estreou no Brasil em setembro de 1978, assim mesmo com uma cópia que havia sido feita para o Japão, com bolinhas negras para cobrir os pelos pubianos e outros lugares estratégicos. Mas representantes pessoais de Kubrick checaram a cópia e aprovaram as legendas. O jovem Malcolm McDowell havia sido revelado pouco antes em If de Lindsay Anderson  e foi ideia dele usar Cantando na Chuva numa cena–chave da fita. Quem prestar atenção verá uma citação de outro filme de Kubrick, 2001(a capa do disco numa loja). Foi indicado ao Oscar® de melhor filme, roteiro e direção. Não ganhou nenhum (até porque a Academia não gostava do diretor). A dificuldade começa pelo título que nunca é explicado. Parece que o autor Burgess (que escreveu o roteiro de Jesus de Nazaré de Zeffirelli e criou a linguagem para o filme A Guerra do Fogo) se inspirou numa velha expressão “cockney” (inglês popular de Londres), que dizia “fulano é doido como uma laranja de corda”. Mais tarde, numa viagem pela Malásia, onde “orang” quer dizer “humano”, lhe deu a ideia de fazer anagramas (“orang”-“organizar”) chegando à uma conclusão linguística: ou seja, o ser humano, quando organizado pelo poder dominante vira uma laranja mecânica. Por isso, também o livro e o filme utilizam vocabulário próprio. Segundo Kubrick, o filme poderia ser interpretado de três maneiras: a) como uma sátira social sobre o emprego de condicionamento psicológico; b) como um conto de fadas sobre a Justiça e o Castigo; c) como um mito psicológico, “uma história construída em torno da verdade fundamental da natureza humana”.

A sátira sobre o condicionamento parece clara no filme, mostrando que a sociedade se baseia no poder e nas mentiras. Tanto da Direita, quanto da Esquerda e em consequência, um homem condicionado a ser bom em todas as circunstancias seria completamente vulnerável. Diz Kubrick: “Temos uma civilização altamente complexa, que requer uma autoridade política e uma estrutura social igualmente complexa. A ideia de destruir a autoridade para surgir a bondade natural do homem é um critério utópico e ‘falacioso’. Todos os nossos esforços vão parar em mãos de desonestos, já que a culpa reside na natureza imperfeita do Homem mesmo”.

Assim Laranja é basicamente uma parábola sobre a manipulação do Homem pelo Estado. Conta a história de Alex (Malcolm McDowell), um jovem revoltado, precursor da moda punk, interessado na chamada “ultraviolência”, sexo e Beethoven, que é escolhido para uma experiência de condicionamento, uma verdadeira lavagem cerebral que o torna refratário à violência, fazendo-o vomitar cada vez que se defronta com um ato violento. O tratamento é sucesso embora por engano Alex tenha ficado também condicionado contra Beethoven cuja música servia de fundo para um dos documentários usados em sua cura. E logo o herói se torna vítima da manipulação política dos Partidos, completamente indefeso é levado ao suicídio pela Oposição e depois utilizado pela Situação novamente. O que o filme está querendo mostrar é que no fundo todos nós somos laranjas mecânicas, estamos sendo submetidos à lavagens cerebrais continuas que nos condicionam e governam, às vezes, de forma subliminar a ponto de não tomarmos conhecimento delas. Às vezes de maneiras mais óbvias, através da solicitações da sociedade de consumo. O filme é um brado de alerta e conscientização contra isso, mas talvez tenha errado numa questão de dose. Ao pedir que nos identifiquemos com um herói como Alex, desordeiro e irresponsável.

A tendência do espectador é ficar a favor do governo, achando que eles fazem muito bem em transformá-lo num “bom cidadão”. Sem perceber a terrível violação dos Direitos Humanos, a violência cometida contra a individualidade que acontece todos os dias sem que nos demos conta. Assim todo comportamento anti-social, os artistas, os gênios, todos aqueles que fogem da chamada “normalidade” seriam também condicionados  da mesma maneira. Esse perigo existe porque Alex é um vilão simpático e não é fácil concordar com um diretor frio como Kubrick, que o apresenta como “o homem natural, no estado que veio ao mundo, sem freios ou repressões. Quando recebe o tratamento de Ludovico, pode se afirmar que este simboliza a neurose, criada pelos conflitos entre as restrições impostas por nossa sociedade e nossa natureza primitiva. Por essa razão, ficamos felizes quando Alex se cura”. Será mesmo que todos se alegram? Alguns nem chegam a entender direito a dimensão da cura de Alex.

Essa ambiguidade é um dos problemas do filme que provocou as opiniões mais desencontradas em toda a parte. Certas pessoas se horrorizam com sua violência, mas na verdade ela é estilizada, mostrada quase como uma balé, ou “Pop-Art”. Nunca de forma literal, aliás a trilha musical é extraordinária, com obras de Elgar, Purcell, Puccini e naturalmente Beethoven que dá ao filme muito de sua atmosfera.Tecnicamente o filme abusa um pouco de grandes angulares, lentes deformantes. Mas tem um extraordinário poder hipnótico. Na enigmática cena vitoriana final, há a busca de uma qualidade ideal, procurada por Kubrick. Diz ele “A Laranja se comunica num nível subconsciente e o público reage diante da configuração básica da história, como se fosse um sonho. E discutem o sentido da cena final. Como os outros sonhos mostravam assassinato, dor e morte, a erótica cena final sugere que de alguma maneira, a mente de Alex se transformou e se apaziguou”.  Enquanto o livro de Burgess é uma amarga sátira aos paradoxos do livre arbítrio, o filme continua a provocar discussões. Afinal, temos que defender os que não gostam dele. Se não corremos o risco de todos nós acabarmos virando “laranjas mecânicas”.

 

Os Embalos de Sábado a Noite (Saturday Night Fever)

EUA, 1977. 118 min. Paramount. Direção: John Badham. Roteiro: Norman Wexler (Serpico, Jogo Bruto) baseado em artigo de revista de Nik Cohn.  Com John Travolta, Karen Lynn Gorney, Barry Miller, Joseph Call, Donna Pescow, Julia Bovasso, Sam Coppola, Fran Drescher.

Sinopse: Tony Manero tem 19 anos , nasceu e vive no Brooklyn e todos os sábados a noite vai numa discoteca do bairro, onde ele é o rei do lugar, marcando com seu estilo particular de dançar discoteca. Mas fora dali, sua vida não é feliz. Briga muito com o pai e compete com o irmão mais velho que é padre! Também não lhe dá satisfação o emprego num loja de tintas. As coisas começam a mudar quando ele observa Stephanie na disco e passa a treinar para o concurso do clube. Os sonhos dela de atravessar a ponte de morar em Manhattan irão influenciá-lo e no filme seguinte, a continuação Os Embalos de Sábado Continuam (Staying Alive, 83, dirigido por Sylvester Stallone) ele já esta tentando ser bailarino profissional na Broadway.

Comentários: Produzido pelo produtor de discos Robert Sitgwood com a finalidade de promover uma trilha musical original composta pelo grupo inglês The Bee Gees (Berry, Maurice e Robin Gibb) – e absurdamente nunca foi indicada ao Oscar® de trilha e muito menos ainda de canção (só Travolta teve indicação para o Oscar® como ator mas no Globo de Ouro indicaram a canção How Deep is Your Love, mais ator, filme musical, trilha). Da para sentir como foi mal recebido pela crítica este drama (que nem bem musical é, as vozes são off e nem Travolta canta). O Variety fez uma critica destruindo o filme que curiosamente foi descoberto pelo público que o transformou em imenso sucesso de bilheteria por todo o mundo, transformando Travolta em astro e ídolo (Grease estreou logo depois!). Sua maneira de vestir, de andar, de dançar principalmente foi copiado em todo o mundo coincidindo com o auge da moda das discotecas. É estranho notar que ele é basicamente um drama até social, apresentando as condições de vidas dos jovens no bairro nova-iorquino  do Brooklyn (o mais frustrante é descobrir que na sequencia dos letreiros que mostra um rapaz andando pelas ruas, de uma maneira particular, na verdade foi feito por um dublê já que Travolta naquele dia estava ocupado com outra coisa e nem apareceu por lá. Ou seja, ficou famoso por engano, por enganar onde não está!  Outro detalhe curioso: ninguém além de Travolta ficou famoso por causa do filme (a única figura que depois ficou  conhecida é Fran Drescher, mesmo assim como a Nanny do sitcom).

O roteirista do filme Wexler (1926-99) era bipolar e chegou a ser preso por querer matar o presidente americano. Pouca gente ficou sabendo que seu artigo para a revista Saturday Evening Post  não era baseado em fatos como dizia mas uma completa invenção!  Foi o primeiro filme americano a usar a expressão “blow job”. Algumas cenas foram improvisadas e ficaram no filme, Donna pensou que os rapazes haviam caído da ponte de verdade, e seu grito foi autêntico, Travolta quando apanha no cabelo e reclama também. A irmã de Travolta Ann aparece como uma pizza lady e a mãe Helen é para quem ele arranja a pintura (ela morreria no ano seguinte). Este foi dos primeiros filmes a utilizar a famosa Steadicam. O disco com a trilha musical vendeu mais de 20 milhões de cópias.  Na época Travolta (que já era famoso porque participava de uma serie de TV de sucesso, Wellcome Home Kotter) estava em crise, porque sua namorada Diana Hyland estava morrendo de câncer (e a filmagem teve que ser interrompida para poder ir ao funeral). O filme é cheio de palavrões e na época teve censura R (proibida para menores). O diretor de Rocky, o lutador John Avildsen, largou o projeto para ser substituído por Badham (Jogos de Guerra). O título original seria Tribal Rites of the New Saturday Night. Grease foi também produzido pelo mesmo australiano Stigwood (que fez ainda Evita, Gallipoli, Tommy, Jesus Christ Superstar, O Fã Obsessão Cega).

 

Grease, nos Tempos da Brilhantina (Grease)

EUA. 78. Universal. 110 min. 1978. EUA. Paramount. Diretor: Randal Kleiser. Elenco: John Travolta, Olivia Newton-John, Stockard Channing, Eve Arden, Frankie Avalon, Joan Blondell, Eddie Byrnes, Sid Caesar, Alice Ghostley, Jeff Conaway, Lorenzo Lamas, Didi Conn, Christopher McDonald, Michael Biehn.

Sinopse: Nos anos 50, numa escola secundária, um casal de namorados pertence a turmas diferentes. Por isso não podem se encontrar.

Comentários: Adaptação para o cinema de um show musical que chegou a ter o recorde de apresentações na Broadway. Travolta vinha do sucesso de Os Embalos de Sábado a Noite, e marcou a estreia no cinema da cantora australiana Olivia Newton-John. Os dois voltariam a trabalhar juntos no fracasso de 1983, Embalos a Dois (Two of a Kind). Trás participações especiais de vários astros do passado, inclusive Frankie Valli cantando a música título. Em 1982, houve uma continuação desastrosa, Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Continuam, com a então novata Michele Pfeiffer e Maxwell Caufield, dirigida por Patrícia Birch. Este primeiro foi indicado ao Oscar® de Canção original Hopelessly Devoted to You. Detesto estragar