RESENHA CRÍTICA: A Marca do Medo (The Quiet Ones)

Um dos primeiros filmes que trouxe de volta a lendária produtora Hammer dos anos 50, mas é fraco

01/07/2014 12:36 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: A Marca do Medo (The Quiet Ones)

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A Marca do Medo (The Quiet Ones)

Inglaterra, 14. 98 min. Direção de John Pogue. Roteiro de Craig Rosenberg, John Pogue, Oren Moverman, Tom de Ville. Com  Jared Harris, Sam Claflin, Olivia Cooke, Erin Richards, Rory Fleck-Byrne, Laurie Calvert, Aldo Maland.

 

Para os fãs o mais curioso deste lançamento é o fato de que foi um dos primeiros filmes que trouxe de volta a lendária produtora Hammer dos anos 50, que foi responsável pela renascença do gênero terror em todo o mundo. Inclusive com a transformação em astro de Christopher Lee, vivo até hoje e perto dos cem anos e ainda trabalhando! Certamente ele foi o Drácula de minha geração e a Hammer fez bem em retornar com alguns filmes apenas razoáveis como A Mulher de Preto , A Inquilina e o melhor deles, o perturbador Deixe-me Entrar (que resistiu até sendo refilmagem). Como nada neste mundo é perfeito, este A Marca do Medo foi rodado em 2012 e só agora lançado, com certeza porque estavam inseguros de sua qualidade e não estão sabendo promover o fato de que seus atores estão já fazendo boa carreira nos EUA, começando com a doce Olivia Cooke (como Emma em Bates Motel)- aqui ela é a protagonista e mantém seu charme em meio a confusão geral. Tem ainda o Sam Claflin (que esteve em Piratas do Caribe em Águas Misteriosas e foi Finnick Odair, em Jogos Vorazes em Chamas e prossegue nos dois próximos).  O diretor é americano John Pogue, que trabalha com roteirista (US Marshals os Federais, 98, Sociedade Secreta I e II, com Paul Walker, a horrível refilmagem de Rollerball, o terror O Navio Fantasma, 02). Como diretor fez antes apenas Quarentena 2, 12.

Poxa, nós já apresentamos tudo que faltava como se estivéssemos enrolando para dar as más noticias. Que este terror é bem fraquinho, pior mesmo que outros recentes. A única coisa que faz é de vez em quando estourar o som, aliás com frequência para ver se a gente se assusta. O protagonista também é o bem reputado Jared Harris (que é filho do famoso astro britânico, Richard Harris de Um Homem Chamado Cavalo e Camelot. Jared já tem 72 créditos e faz aqui um pesquisador o Professor Coupland,  que investiga o caso de uma menina esquizofrênica , um professor de psicologia fora do normal que defende a teoria de poderes supernaturais podem ser a base de doenças mentais. Um de seus estudantes é o cameraman que registra os fatos que sucedem numa casa antiga perto de Oxford, nos anos 70, no meio de lugar nenhum. Estão juntos também um casal jovem de namorados e pesquisadores, mas ilustrado também com outras imagens captadas no passado (ou seja, com recursos antigos) vão demonstrando aos poucos que algo esta errado. Mas tudo é meio vago, como se não soubessem estabelecer as regras para torná-la mais assustadora. Até praticamente a meia hora final sua interferência  desse ser é quase nenhuma  (a  não ser a maldita interferência do som). Ou seja, o titulo original que seria Os Quietos, é justamente o oposto. Os Barulhentos.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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