RESENHA CRÍTICA: O Refúgio do Medo (Stonehearst Asylum)

Apesar de ser bem fotografado, o filme é em nada memorável

22/04/2015 09:49 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: O Refúgio do Medo (Stonehearst Asylum)

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O Refúgio do Medo (Stonehearst Asylum)

Inglaterra, 14. 112 min. Direção de Brad Anderson. Com Kate Beckinsale, Jim Sturgess, David Thewlis, Brendan Gleeson, Ben Kingsley, Michael Caine, Jason Flemyng, Sophie Kennedy Clark, Sinead Cusack. Lançamento direto em locadoras e VOD.

Muito influenciado pela Ilha do Medo de Martin Scorsese, 10, e que por sua vez foi inspirado por dezenas de filmes de gênero terror com lunáticos passados em colônias penais ou asilos (hoje sanatórios de loucos). Quem fez este thriller antiquado é até um cineasta de certo prestigio Brad Anderson, que fez um Próxima Parada Wonderland (98, que só tinha canções brasileiras de trilha musical), Feliz Coincidência (2000), Session 9 (01), O Operário (04, Christian Bale), O Expresso Siberiano (08), Mistério da Rua 7 (10), Chamada de Emergência (13, com Halle Berry) e inúmeros episódios de série.

Rodado na Bulgária pela Icon, firma de Mel Gibson, é inspirado no conto The System of Doctor Fether de Edgar Allan Poe. O problema maior é que a história não tem muito a contar e o roteiro não traz novidades.O protagonista é um jovem doutor que chega a um asilo dizendo que deseja estudar o tratamento de loucos (o elenco é all star, ou seja, cheio de gente famosa com muito pouco a fazer, inclusive Michael Caine como antigo diretor e o até então indestrutível Ben Kingsley, como o atual vilão. A encantadora Kate Beckinsale faz uma paciente acusada de tentar matar o marido). Fora o desfilar habitual de figuras esquisitas, pouca coisa de assustador acontece fora o tradicional desfile de figuras bizarras e malucos. Apesar de ser bem fotografado (a montagem chegou a ser finalista no premio do Sindicato da Categoria) e de ter um final inesperado, o filme é em nada memorável.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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