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Conheça dois bons filmes que não serão exibidos nos cinemas: Ligados Pelo Amor e O Estranho Thomas
A decadência das locadoras tem provocado um efeito ruim comigo: cada vez tenho visto menos filmes e agora corra de varias produções interessantes que não saíram nas salas e não são tão famosas que mereçam ser compradas em VOD (Now). Mas acho importante ir registrando, eis duas delas:
Ligados pelo Amor (Stuck in Love) EUA, 13. Direção e roteiro de Josh Boone. Califórnia Filmes. 97 min. Drama/comédia/Romance. Com Jennifer Connelly, Greg Kinnear, Lily Collins, Kristen Bell, Nat Wolff, Logan Lerman, Liana Liberato, Patrick Schwarzenegger (filho de Arnold como um amigo do herói adolescente).
Uma pena que não tenham descoberto este filme sensível e autobiográfico de Boone (A Culpa é das Estrelas), que relembra sua família de escritores para contar uma encantadora e romântica história sobre os desencontros entre o filho adolescente (Wolff, de A Seleção) e seu pai (Kinnear), que não se conforma que a mãe (a sempre linda Jennifer Connelly) o tenha largado por outro. Mas a filha deles (Lily Collins, filha de Phil e que lembra muito Jennifer quando jovem) caiu nas drogas e sexo livre. Wolff também se apaixona por uma colega charmosa (Liana Liberato) que também tem o mesmo problema só que piorado. E ainda aparece Logan Lerman (o Percy Jackson e de As Vantagens de ser Invisível). O resumo engana, mas o filme é bem resolvido, positivo e tem um grande achado com uma aparição especial do escritor Stephen King. Fique atento aos filmes da Califórnia, uma das distribuidoras nacionais que mais trazem novidades.
O Estranho Thomas (Odd Thomas, 14). 100min. Suspense. Imagem Filmes. Direção: Stephen Sommers. Roteiro: Stephen Sommers. Elenco: Addison Timlin, Anton Yelchin, Arnold Vosloo, Barney Lanning, Carmen Corley, Casey Messer, Gugu Mbatha-Raw, Jack Justice, Jesus Mayorga, Kyle McKeever, Kyle T. Cowan
O diretor Stephen Sommers (da série A Múmia) já teve melhores dias do que ultimamente com GI Joe a Origem da Cobra. Neste caso, o filme só saiu em fevereiro deste ano nos EUA, depois de ter problemas (ficou interrompido por falta de dinheiro). O interessante é que é baseado em livro do famoso Dean R. Koontz sobre um cara muito estranho chamado Thomas (que é interpretado por Anton Yelchin, de Star Trek) lembrando um pouco Ghost Whisperer só que mais delirante. Ele vê fantasmas e procura ajudar os mais necessitados. Mas não é só isso, também vê outras figuras monstruosas sempre tentando ser fiel a sua querida e amada namorada (a encantadora Addison Timlin, de Namoro ou Liberdade). A situação se complica muito na sua cidadezinha do Novo México, quando há uma ameaça de uma grande tragédia com muitos mortos, que ela não consegue decifrar. O roteiro se perde bastante no meio e numa narrativa off do herói que irrita bastante. Mas é movimentado, com efeitos curiosos e poderia ser melhor não fosse um lamentável final que vai decepcionar os possíveis fãs.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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