NA NETFLIX: Dude, a Vida é Assim (Dude)
Não é muito superior as dezenas de outros filmes de teens, até menos engraçada que elas. Só um pouco mais ousado e realista
Dude, a Vida é Assim (Dude)
EUA, 18. 90 min. Direção de Olivia Milch. Roteiro de Olivia, Kendall McKinnon. Com Lucy Hale, Alexandra Shipp, Alex Wolff, Austin Butler, Colton Dunn, Claudia Doumit, Awkafina, Kathryn Prescott, Jack McBrayer, Michaela Watkins, Austin Abrams, Nora Dunn.
Chega no momento certo este modesto mas curioso e ousado filme independente de cineasta inédita mas que escreveu roteiros importantes (o próximo a estrear Oito Mulheres e um Segredo, o próximo Queen & Country e este roteiro chegou a ser um dos dez mais dos melhores roteiros inéditos!). Ela em 29 anos, estudou em Yale e é filha de David Milch, que escreveu para NYPD Blues, criou o faroeste Deadwood, Luck, John from Cincinatti. Junto com a o pai ela fez uma adaptação de Light in August, de William Faulkner (ela fez também um roteiro para Little Women que parece estar ainda inédito). Mas este seu primeiro filme é uma comédia sobre garotas adolescentes no seu último ano na High School e que em breve terão sua festa de formatura.
Um filme ousado no uso de palavrões frequentes utilizados pelas quatro heroínas (sendo que delas uma é oriental, a outra negra e as duas centrais filhas de mulheres sem marido!). Elas fumam maconha e transam droga com a maior liberdade e também fazem sexo mais por obrigação social do que outra coisa, tudo muito “casual”. Classe média alta, e no caso da protagonista, judia (quem é a melhor do elenco é Lucy Hale, que foi cantora e esteve na série de TV Maldosas, no novo Verdade ou Desafio). Embora todas estejam bem gostei especialmente de Lucy (no filme se chama Lily), que é a mais conflitada de todas, que perde o namorado na virada do ano (não se explica muito bem isso) e depois não consegue se entender com as melhores amigas.
Não é muito superior as dezenas de outros filmes de teens, até menos engraçada que elas. Só um pouco mais ousado (não muita, mas alguma nudez) e realista. Mas deixa a impressão de que o pai podia ter dado uma mão mais eficiente no script final.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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