OSCAR 2015 - RESENHA: Foxcatcher - Uma Hist�ria Que Chocou o Mundo (Foxcatcher)
Steve Carrell est� bem, embora o excesso de maquiagem o prejudique
Foxcatcher - Uma História Que Chocou o Mundo (Foxcatcher)
EUA, 14. 129 min. Direção de Bennet Miller. Com Steven Carrell, Channing Tatum, Mark Ruffalo, Sienna Miller, Vanessa Redgrave, Anthony Michael Hall.
Um subtítulo misterioso quase tão ruim quando o de Birdman, embora engraçado porque o mundo não se chocou com essa história porque não ficou sabendo direito dela. Ao menos por estas plagas, onde luta livre não é um esporte popular. Ainda assim é outra história real gerando um filme e que esta sendo exageradamente promovida, chegando mesmo a concorrer a 5 Oscars (maquiagem, roteiro, direção , coadjuvante Mark Ruffalo e protagonista Steve Carell). Para o Globo de Ouro foi Carell, Ruffalo e Melhor Drama. Em Cannes o diretor Bennet ganhou o premio de melhor direção (credo, que exagero!).
Mas quem é o sujeito? É de 1966, fez o Capote (05) de Philip Hoffman e que lhe deu indicação ao Oscar®, e que fez também o interessante o Homem que Mudou o Jogo com Brad Pitt (11). Nada que justifique tanta importância a um filme que ficaria marcado mais por seu trabalho de maquiagem. Acontece que ele cometeu a ousadia de chamar o Steven Carell, comediante O Virgem de 40 Anos, a serie The Office, para fazer algo contra seu tipo, o puro vilão de nariz empinado, um milionário John Du Pont que criou uma estranha relação dele com dois irmãos campeões olímpicos chamando-os para morar em sua vila onde ele funcionaria mais ou menos com treinador deles. É uma situação muito estranha porque fica logo evidente que ele não regula bem. Há momentos onde parece ter atração homosexual, mas também generoso quando tenta criar um time de luta livre Americano para participar das Olimpíadas de 1988. Mas toda a situação lhe sobe a cabeça e ele vai ficando mais excêntrico, até as coisas terminarem em tragédia.
É coisa normal um comediante se dar bem em papel dramático e Carelll não fica por menos, a princípio impressiona mais. Não tem culpa que tenham cometido o erro de fazer uma maquiagem tão elaborada que o deixou “engessado”, gíria para quando o deixam impedido de se movimentar ou ter expressões mais variadas. Ou seja, vira escravo da maquiagem e acaba se perdendo... A dupla de irmãos funciona melhor, o astro jovem Chaning Tatum e principalmente Mark Ruffalo, sempre humano e natural. Mas quem rouba o filme mesmo aparecendo por poucos minutos é Vanessa Redgrave, que faz sua velha mãe numa aparição sublime de puro gestual, sem uma ponta de exagero.
De qualquer forma, ao menos nunca vi um filme sobre esse tema que no mínimo resulta intrigante.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho � jornalista formado pela Universidade Cat�lica de Santos (UniSantos), al�m de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados cr�ticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores ve�culos comunica豫o do pa�s, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de S�o Paulo, al�m de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a d�cada de 1980). Seus guias impressos anuais s�o tidos como a melhor refer�ncia em l�ngua portuguesa sobre a s�tima arte. Rubens j� assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e � sempre requisitado para falar dos indicados na �poca da premia豫o do Oscar. Ele conta ser um dos maiores f�s da atriz Debbie Reynolds, tendo uma cole豫o particular dos filmes em que ela participou. Fez participa寤es em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para miniss�ries, incluindo as duas adapta寤es de �ramos Seis de Maria Jos� Dupr�. Ainda crian�a, come�ou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, al�m do t�tulo, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informa寤es. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicion�rio de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o �nico de seu g�nero no Brasil.
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