RESENHA CRÍTICA: Um Pátio em Paris (Dans la Cour)

Uma história sobre a loucura, a idade e a amizade, estrelada por Catherine Deneuve

14/05/2015 10:07 • Da Redação
RESENHA CR�TICA: Um Pátio em Paris (Dans la Cour)

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Um Pátio em Paris (Dans la Cour)

França, 14. 97 min. Direção de Pierre Salvadori. Roteiro de Salvadori e David Lèotard. Com Catherine Deneuve, Gustave Kervern, Féodor Atkine, Pio Marmai, Michele Moretti, Nicolas Bouchaud, Oleg Kupchik.

O diretor roteirista Pierre Salvadori tem uma carreira em comédias que tem sido exibidas aqui como Amar Não Tem Preço (06) e Uma Doce Mentira (10) com Audrey Tautou e agora com a presença da veterana e indestrutível Catherine Deneuve, que fará setenta e dois anos em setembro (que aliás por este filme chegou a ser indicada ao Cesar deste ano!).

Trata-se de uma comédia melancólica, quase dramática mais endereçada aos com mais de quarenta anos sobre um músico/cantor de rock que abandona a profissão e apático aceita trabalhar como guardião/zelador/Concierge de um prédio de apartamentos parisiense. O papel é de Gustave Kervern (não o conheço bem embora tenha longa carreira de roteirista e ator, em filmes que pouco foram vistos como aqui como Mamute, com Depardieu, coadjuvante em E Se Todos Vivêssemos Juntos?) e que é natural da Ilha de Mauritius que fica no Oceano Indico. Faz o tipo grandão e inexpressivo, que da a impressão que é incapaz sentir qualquer coisa. Quando vai trabalhar como jardineiro, se torna mais acessível, amável, mas de olhar triste. Antes de se refugiar nas cervejas e cocaína, que conduz a insônia.

Parece que a intenção do diretor é retratar a natureza humana com alguns personagens mais divertidos e saborosos. Embora a atenção vá para Mathilde (Catherine fazendo-se de frágil), também sofrendo de insônia, e que parece ser uma alma gêmea. Parece que o diretor esta dizendo que temos que enfrentar nossos próprios medos, nossas falhas. Evitando paranoias, numa história sobre a loucura, a idade e a amizade.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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