RESENHA CRÍTICA: As Férias do Pequeno Nicolau (Les Vacances de Petit Nicolas)
Mantém a mesma alegria de Pequeno Nicolau, um excelente programa juvenil
As Férias do Pequeno Nicolau (Les Vacances de Petit Nicolas)
França, 14. 97 min. Direção de Laurent Tirard. Com Valerie Lemercier, Kad Merad, Dominique Lavanant, Francis Perrin, Daniel Prévost e como o herói Mathéo Boisselier.
Eu gostei muito do primeiro filme da série O Pequeno Nicolau e este é o resumo da primeira critica: “Achei uma delicia este filme francês que é baseado nos quadrinhos - que estariam comemorando seus cinquenta anos - do Celebre René Goscinny (1926-77) que é mais famoso por ser um dos criadores de Astérix, Lucky Lucke, Daltons. Não encontrei sinais de que ele tivesse sido transposto antes para o cinema embora tenha depois dado origem a uma série de TV. Foi indicado ao César de roteiro e feito pelo mesmo Tirard daquela boa biografia de Molière e do próximo Astérix entre os Bretões.
O filme não assume direito a época em que se passa, mas sente-se que é estilizado e fala do passado. O menino Nicolas é um garoto comum, que estuda numa escola tradicional (mas não há bullies nem a violência atual) e que tem os problemas normais com os pais e com uma irmãzinha. Tudo é narrado como quadrinhos, com gags construídas com toda a seriedade por um impecável elenco que mescla atores famosos com crianças especialmente talentosas. Destaque para Kad Murad que faz o pai (ele está na moda atualmente depois do sucesso de A Riviera não é Aqui e de Voz do Coração). Muito engraçado, bem feito, recomendado para adultos e crianças.”
Tudo que disse aqui pode ser repetido, porque nesta continuação continua mais ou menos a mesma coisa, só que agora eles vão passar na praia as férias de verão (e o filme acho que de propósito vem a se parecer demais com As Férias de Monsieur Hulot, de Jacques Tatit, obra-prima do gênero). Agora em externas, mantém a mesma alegria. Excelente programa juvenil.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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