RESENHA CRÍTICA: Fala Sério, Mãe!
Embora se esforce em vender a garota Larissa Manoela como a figura mais popular, quem segura o filme é Ingrid Guimarães
Fala Sério, Mãe!
Brasil , 17. 1h19 min. Direção de Pedro Vasconcellos. Com Ingrid Guimarães, Larissa Manoela, Fabio Jr, Duda Batista, João Guilherme, Paulo Gustavo, Marcelo Laham, Cristina Pereira.
Depois do fracasso dos filmes com estrelinhas do You Tube, surgiu esta comédia carioca notável por ser tão curta (demais) mesmo trazendo aparições (que visivelmente estendem o resultado, uma delas com Fabio Jr - que se confirma como uma figura simpática e muito querida pelos produtores de cinema - e outra com Paulo Gustavo menos tempo em cena do que a gente gostaria!).
Embora se esforce em vender a garota Larissa Manoela como a figura mais popular, quem segura o filme é Ingrid, sem dúvida uma comediante de mão cheia, que admiro desde Cócegas, brilhante em criar pequenos monólogos, com trejeitos. Os primeiros dez minutos praticamente só com ele, são os mais espertos, quando um roteiro tenta ilustrar de forma engraçada os altos e baixos do parto, da criança pequena etc e tal. Depois vão chegar os três filhos e o destaque para Larissa, uma menina muito baixinha com rosto de boneca e já veterana de interpretação (fruto do Carrossel do SBT e que fez antes o razoável Meus 15 Anos).
Quem dirigiu foi Pedro Vasconcelos, um veterano de telenovelas, como o recente A Força do Querer, fez antes apenas O Concurso (13), que se bem me lembro era acima do razoável. Na verdade, numa sala quase vazia, o público em particular senhoras e velhas pareciam se divertir. Dei várias risadas e quero mais Ingrid!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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