RESENHA CRÍTICA: Carta Selvagem (Wild Card)
Filme é fraco e tremendamente óbvio
Carta Selvagem (Wild Card)
EUA, 15. Direção de Simon West. Com Jason Statham, Stanley Tucci, Miguel Angarano, Jason Alexander, Sofia Vergara, Anne Heche, Hope Davis, Dominik Garcia Lorido, Milo Ventimiglia, Max Casella.
Apesar de ser apenas um filme B de rotina do careca e violento Jason Statham, este teria o mérito de ser uma refilmagem de Encurralado em Las Vegas (Heat, 86), que foi estrelado por Burt Reynolds e que é baseado num livro menor do famoso roteirista William Goldman (Butch Cassidy) que é considerado um mestre. E o próprio teria mexido no script, o que não fica muito claro porque ele é fraco e tremendamente óbvio.
Inferior mesmo aos filmes de Liam Neeson, este é passado em Las Vegas, onde Nick Wild é uma espécie de guarda costas honesto, extremamente competente e honesto. Quando uma amiga apanha feio de um jovem gangster, descobre que ele é filho de um chefão do crime, mas ainda assim se vinga dele. Angarano faz um simpático e jovem jogador que fica amigo dele (mal desenvolvido o papel, mas o elenco tem suas curiosidades como uma ponta de Sofia Vergara, como a primeira vitima, Jason Alexander como o sócio e o sempre ótimo Stanley Tucci como o chefão do crime). Nem por isso o filmeco melhora se arrastando, com pouca ação até um filme imperdoável.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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