RESENHA CRÍTICA: Livre (Wild)
O filme é curioso, prende a atenção e resulta num dos bons filmes deste ano
Livre (Wild)
EUA, 14. 115 min. Direção de Jean-Marc Valée. Roteiro de Nick Hornby (baseado em livro autobiográfico From Lost to Found on the Pacific Crest Trail). Com Reese Witherspoon, Laura Dern, Gaby Hoffman, Thomas Sadoski, Keene McRae, Michiel Huisman, Brian VanHolt, Cliff de Young.
Mesmo tomando a liberdade de traduzir Selvagem por Livre, no titulo deste filme, este filme é nova prova do talento e rapidez do realizador canadense Marc Vallée que recentemente se revelou com o ótimo C.R.A.Z.Y Loucos de Amor (06), A Jovem Rainha Vitória (09) e o mais recente ainda Clube de Compras de Dallas (13). Não é um filme especial ou fora do comum, mas conta muito bem uma história interessante e seu maior mérito talvez seja quebrar o clichê de interpretações de Reese, que esta desenvolta, adulta, mais livre e convincente. Por isso mesmo que foi indicada a todas principais premiações do ano (e de quebra por ser um atriz tão querida sobrou também para Laura Dern, como coadjuvante, fazendo a mãe dela em poucas cenas, mas todo coração).
A história real também esta na moda, uma mulher, Cheryl Strayde, autora do livro, está em crise desde o fim de seu casamento e a morte de sua mãe. Sem esperança e abusando do comportamento destrutivo, ela toma uma decisão precipitada, sair de casa e andar a pé mais de mil milhas pelo deserto na chamada Pacific Crest Trail. Ao contrário do que se possa supor, o resultado é curioso, prende a atenção e resulta num dos bons filmes deste ano. Não está sendo um grande sucesso de bilheteria (está agora com35 milhões de dólares), mas faz carreira digna. Assista.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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