Godzilla II: Rei dos Monstros
O monstro Godzilla enfrenta tres inimigos mortais, Mothra, Rodan e Ghidorah, num encontro que podera destruir a civilizacao
Godzilla II: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the monsters). EUA/Japão/Canadá/China, 2019, 131 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Michael Dougherty. Distribuição: Warner Bros.
Com bilheteria bem abaixo do que se esperava, o filme de ação, que estreou nos cinemas em maio do ano passado, pode ser visto agora em DVD e Bluray, lançados recentemente pela Warner Bros. Eu curti mais que o “Godzilla” anterior, de 2014, e reúne os mesmos produtores (japoneses e americanos) e parte do elenco. O blockbuster de 2014 era escuro demais, o rei dos monstros aparecia depois de uma hora de projeção, e sempre na penumbra, gerando reclamação dos fãs. Trazia um monte de conflitos familiares, mais pegada de drama do que destruição e medo. Nessa parte II, mudaram o diretor, passando o bastão para o criativo Michael Dougherty, que havia ressignificado histórias clássicas de monstros do imaginário dos americanos, em “Conto do Dia das Bruxas” e “Krampus – O terror do natal”, e como era de se esperar, alterou parte do conceito visual de Godzilla e seus inimigos (a mariposa Mothra, que se torna aliada de Godzilla, e o dragão Ghidorah vinham de filmes scifi japoneses dos anos 50 e 60). Com a nova roupagem de Dougherty, Godzilla, por exemplo, solta uma descarga elétrica pela boca, enquanto o kaiju Ghidorah, um dragão de três cabeças, ficou mais indestrutível e raivoso.
Conflitos familiares ainda existem, mas menos, a maior parte deles com foco na personagem da garota Millie Bobby Brown (a Eleven de “Stranger things”). O que fizeram foi um bom entretenimento para atender a expectativa do público fiel de Godzilla: embate sem fim entre as criaturas, destruição para todos os lados. E sim, virou um espetáculo visual que supera os mais dignos jogos de videogame, com efeitos digitais fora de série! Está bom para você?
Sobre o elenco, resgataram nomes do Godzilla de 2014, como os coadjuvantes Ken Watanabe e Sally Hawkins, e privilegiaram novos personagens, agora interpretados por Vera Farmiga, Bradley Whitford, Ziyi Zhang, Kyle Chandler, a própria Millie e Charles Dance como um vilão. Continuo com a impressão de ser bem melhor que o anterior e, claro, sem comparação àquela bomba medonha que Roland Emmerich fez em 1998. Assista até o final dos créditos, há uma chamada para o terceiro filme de Godzilla, previsto para estrear em 2021, que será o esperado encontro dele com King Kong! É ver para crer!
Sobre o Colunista:
Felipe Brida
Jornalista, cr?tico de cinema e professor de cinema, ? mestre em Linguagens, M?dia e Arte pela PUC-Campinas. Especialista em Artes Visuais e Intermeios pela Unicamp e em Gest?o Cultural pelo Centro Universit?rio Senac SP, ? pesquisador de cinema desde 1997. Ministra palestras e minicursos de cinema em faculdades e universidades, e ? professor titular de Comunica??o e Artes no Imes Catanduva (Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva), no Senac Catanduva e na Fatec Catanduva. Foi redator especial dos sites de cinema E-pipoca e Cineminha (UOL) e do boletim informativo "Colunas e Notas". Desde 2008 mant?m o blog "Cinema na Web". Apresenta quadros semanais de cinema em r?dio e TV do interior de S?o e tem colunas de cinema em jornais e revistas de Catanduva. Foi j?ri em mostras e festivais de cinema, como Bag?, An?polis, Bras?lia e Goi?nia, e consultor do Brafft - Brazilian Film Festival of Toronto 2009 e do Expressions of Brazil (Canada). Ex-comentarista de cinema nas r?dios Bandeirantes e Globo AM, foi um dos criadores dos sites Go!Cinema (1998-2000), CINEinCAT (2001-2002) e Webcena (2001-2003). Escreve resenhas especiais para livretos de distribuidoras de cinema como Vers?til Home V?deo e Obras-primas do Cinema. Contato: felipebb85@hotmail.com
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