RESENHA CRÍTICA: Parque do Inferno (Hell Fest)
Este filme de quinta categoria passa-se como o titulo sugere num parque de diversões, de tamanho gigante, cheio de monstros e pessoas de máscaras
Parque do Inferno (Hell Fest)
EUA, 18.Direção de Gregory Plotkin. Com Robby Attal, Amy Forsyth, (Channel Zero), Reign Edwards (de MaGyver), Bex Taylor Klaus, de Scream), Tony Todd, Courtney Dietz, Michael Tourek, Elle Graham, Athena Akers, Christian James.
Será possível que o público de filmes de terror de quinta categoria ainda não se cansaram de perderem tempo com produtos da péssima qualidade? Afinal, mais de uma dezena de terrores por ano escapa dois ou três e olhe lá. Este aqui foi direto para a fila dos descartáveis, desprezado principalmente pela presença de um diretor de baixa qualidade, o tal de Plotkin que tem a tradição de ter editado 23 filmes, praticamente todos do gênero até conseguir agora virar diretor a partir de Atividade Paranormal Dimensão Fantasma, 2015 já no fim desse ciclo. Só agora com este filminho que conseguiu nova chance que foi universalmente massacrada.
Este filme de quinta categoria passa-se como o titulo sugere num parque de diversões, de tamanho gigante, cheio de monstros e pessoas de máscaras. Diante dessas estranhas figuras só podia mesmo aparecer um serial killer, com mascara de horror e pessoas em máscaras que pregam sustos. Ainda que não de muito certo, as vítimas são três estudantes de universidade que ficam perdidos num dos piores roteiros já criados no gênero. Onde mesmo o assassino não sabe fazer as coisas, ou melhor, dizendo a culpa é dos roteiristas (foram seis ao todo). Falham em tudo. Quem cair nessa, o azar é seu.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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