RESENHA CRÍTICA: Querido Menino (Beautiful Boy)
Esta é uma produção produzida por Brad Pitt feita para canal de televisão e muito falada por causa da indicação de coadjuvante (outra) para o jovem ator Timothée Chalamet
Querido Menino (Beautiful Boy)
EUA, 18. Direção de Felix Van Groeningen (autor de The Broken Circle of Breakdown) . Com Steve Carell, Amy Ryan, Maura Tierney, Timothée Chalamet.
Esta é uma produção produzida por Brad Pitt feita para canal de televisão e muito falada por causa da indicação de coadjuvante (outra) para o jovem ator Timothée Chalamet que procura dar simpatia a um personagem muito difícil de se aceitar, um adolescente que tem tudo na vida, inclusive boa família Nix Sheff (o pai é jornalista de revistas, dois irmãos pequenos, uma boa madrasta e ainda uma mãe rica). Fica muito difícil explicar porque ele vai se tornar um jovem drogado quando vai para a faculdade, viciando-se em metanfetamina no que vira a ser um mergulho cada vez mais grave nas drogas. Apesar de frequentas palestras, ser cuidado por médicos, ter talento para escrever, ele não consegue escapar da situação no que vem a ser uma denúncia muito forte da situação, de uma grande parte muito valorizada por Carell (sempre um bom ator, ainda assim parece duro e pouco sensível a um caso tão trágico), mas nem Chalamet me convenceu. Mas fica fácil desculpa-lo quando mergulha na droga também sua jovem namorada. Ou seja, é um filme duro e difícil para quem esteve envolvida em problemas desse tipo e tem um final que me pareceu duvidoso (como se tivessem feito uma conclusão mais pesada e mudaram de ideia com outra mais leve). De qualquer forma, esse menino não é tão querido.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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