RESENHA CRÍTICA: O Silencio do Céu
Um dos melhores filmes do Festival de Gramado deste ano, o filme é contado com clima de suspense, um interessante thriler que vala a pena descobrir
O Silêncio do Céu
Brasil, 2016. 112 min. Direção (e co-roteiro) de Marco Dutra. Roteiro de Sergio Bizzo baseado em livro de autoria. Com Leonardo Sabaraglia, Carolina Dieckman, Chino Darin, Paula Cohen.
Este foi sem dúvida um dos melhores filmes do Festival de Gramado deste ano onde foi premiado com o prêmio da critica, som e ainda especial do Júri. É outra confirmação do talento do jovem diretor Marco Dutra (que fez parceria no começo de carreira com Juliana Rojas com quem vota a dirigir agora em As Boas Maneiras). E dirigiu também Quando eu Era Vivo e Trabalhar Cansa. Mas este filme com produção brasileira rodada no Uruguai (sem o dinheiro deles) é seu melhor trabalho. Uma realização muito segura para contar uma história de suspense, onde brilha todo o elenco, inclusive a normalmente atriz de TV Carolina Dieckman, que faz uma bela mulher que começa o filme está sendo estuprada por dois desconhecidos (um deles, rapagão forte é na verdade o filho do astro argentino preferido dos brasileiros Ricardo Darin). Ainda que traumatizada ela insiste em não contar nada para o marido (o bom ator argentino Sabaraglia que faz carreira também na Espanha). Mas ele desconfia que há algo errado e passa a seguir o rapaz que trabalha num loja de flores e plantas, com sua velha mãe.
Carolina fala um portunhol que resulta perfeitamente aceitável enquanto todo o filme é contado com clima de suspense, um interessante thriler (trilha musical também impecável). Vale a pena descobrir.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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