Festival Varilux do Cinema Francês 2016: Marquerite
Começou o Festival em várias capitais, veja a primeira resenha/crítica
Festival Varilux do Cinema Francês 2016
Começou o Festival já tradicional de alguns dos mais interessantes filmes franceses dos últimos tempos. Já assisti alguns e vou começar a publicar as criticas para ajudar vocês na escolha.
Começo com um dos meus favoritos:
Marguerite
129 min. Direção de Xavier Gianolli. Com Catherine Frot, Andre Marcon, Michel Fau, Christa Téret, Denis Mpunga.
Quem não teve a sorte de assistir a montagem com Marilia Pêra chamada Gloriosa, onde ela interpretava Florence, famosa por ser a pior cantora de ópera do mundo, mas tinha marido rico que sustentava sua fantasia. Direção de Charles Moeller e Claudio Botelho. Texto de Peter Quilter, montado em junho de 2009, pode agora assistir uma versão francesa que utiliza os mesmos fatos mas a partir de outros autores. O curioso é que há outra versão, agora norte-americana estrelada por Meryl Streep e Hugh Grant, Florence Quem é Essa Mulher?, referindo-se então a Florence Foster Jenkins, dirigida pelo ótimo inglês Stephen Frears (Ligações Perigosas, A Rainha, Filomena) previsto para estrear em 7 de julho no Brasil. Podem assistir o trailer e talvez sintam como eu que me sinto um pouco frustrado, não me pareceu que Meryl acertou direito desta vez. Mas pode ser que seja culpa de ter visto a versão francesa antes e ter achado o trabalho de Catherine Frot fora do comum (você a conhece só não se lembra direito quem é). Catherine ganhou o César deste ano pelo papel e também foram premiados como som, figurino, desenho de produção. Indicados como diretor, montagem , coadjuvantes (Frau e Marcon), roteiro, foto, e filme!!! Ela já foi indicada antes ao César pelo ótimo Os Sabores do Palácio e mais 7 Césars, ganhou também por Odeio te Amar (Um Air de Famille, 96).
Ela interpreta a figura com toda convicção e nem uma pílula de caricatura. Chega a ser comovente acompanha sua presença, já que ela realmente acredita que é uma cantora fora do comum (o marido mantém o mito e só convida grupos de amigos). Vale a pena descobrir, se divertir e até se comover um pouco.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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