RESENHA CRÍTICA: Para o Que Der e Vier (Are You Here)

Não se dá uma única risada num projeto totalmente infeliz e mal sucedido

28/04/2015 16:04 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Para o Que Der e Vier (Are You Here)

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Para o Que Der e Vier (Are You Here)

EUA, 14. 114 min. Direção e roteiro de Matthew Weiner. Com Owen Wilson, Zach Galifianakis, Amy Poehler, Matt Cornwell, Jenna Fisher, Antonio Contreras.

Muitos filmes recentes que fracassaram nos EUA voltaram a não passar em nossas salas (para minimizar o prejuízo da distribuidora) e sair em DVD ou Now/VOD. Este é particularmente desastroso, porque além de estrear em cinemas brasileiros, não passou nem nas salas de lá e foi celebrado pela crítica como uma das piores (pseudo) comédias dos últimos anos, um equívoco ainda mais sério porque marcou a estreia na direção de cinema, de um consagrado roteirista dos sucessos Família Soprano e Mad Men, ambos clássicos. O senhor chamado Matthew Weiner devia estar fora de si quando concebeu este projeto completamente errado, sem nenhuma graça e quase sempre constrangedor.

O tempo começa a pesar na figura de Owen Wilson, que já não pode fazer papeis leves como este Homem do Tempo da TV, que apesar de incompetente, todo mundo sabe que é irresponsável e repetitivo. Mas o pior é que a figura central é outra, Owen enquanto não esta correndo atrás de prostitutas, vive num trailer largado, onde tenta ajudar um velho amigo que esta completamente pirado (Zach), ainda mais quando morre o pai e para horror dos parentes (a ótima Amy Poehler tem o ingrato papel da parente chata que implica e reclama de tudo).

Apesar de ser completamente bipolar e incompetente, o filme tenta nos convencer que Zach irá começar a se recompor, e quando o pai lhe deixa a maior parte da fortuna, será capaz de se recompor e começar a ter uma vida normal. Se esquecendo que pretendia ser uma comédia. Não se dá uma única risada num projeto totalmente infeliz e mal sucedido.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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