RESENHA CRÍTICA: Michelle e Obama (Southside with You)
Chega um pouco tarde este simples e até encantador filme
Michelle e Obama (Southside With You)
EUA, 16. 84 min. Direção e roteiro de Richard Tanne. Com Tika Simpter, Parker Sawyers, Vanessa Bell Calloway, Phil Ed Van Lear.
Chega um pouco tarde este simples e até encantador filme que retrata o que teria acontecido na primeira vez em que Barack Obama saiu, no verão de 1989, num encontro que começa em museu de pintura negra e prosseguiu quando foram assistir o então sucesso polêmico de Faça a Coisa Certa de Spike Lee. O problema é que nesse meio tempo os EUA já mudaram muito tendo outro presidente, completamente oposto (o polêmico Trump) e o momento já passou. Uma pena porque o filme foi feito com muita delicadeza, preocupação em ter um dialogo consistente, um trabalho muito detalhado com os dois atores centrais para ficarem parecidos com os biografados (a bela Tinka já esteve na comédia Policial em Apuros 1 e 2, em Gossip Girl, Salt, tendo mais de 22 créditos. Barack é também vivido por outro veterano de 20 filmes, entre eles A Hora Mais Escura, Snowden, Perseguindo Abbott, Operação Sombra etc. Ambos são muito parecidos com as figuras que interpretam e procuram fazê-lo com a maior simpatia.
O autor Tanne é de New Jersey, branco de 1985, em seu primeiro longa. Antes foi roteirista de vários curtas. O filme custou apenas cerca de um milhão de dólares e rendeu cerca de seis milhões nos EUA. Com trilha musical constante, Black naturalmente, não polemiza, apenas procura criar um filme romântico dando uma visão super favorável do casal.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias