RESENHA CRÍTICA: A Oeste do Fim do Mundo
Este foi o vencedor ano passado dos principais prêmios latinos do Festival de Gramado
A Oeste do Fim do Mundo
Brasil, 2013. 102 min. Direção e roteiro de Paulo Nascimento. Com Cesar Troncoso, Fernanda Moro , Nelson Diniz, Alejandre Fiore, Marcos Verza.
Este foi o vencedor ano passado dos principais prêmios latinos do Festival de Gramado, levando Prêmio do Público, Ator (Cesar Trancoso), Prêmio Especial do Júri) e ainda melhor filme e atriz (Moro) no Brafftv - Brazilian Film Festival of Toronto. O diretor já tem uma bem sucedida carreira, que inclui Diário de um Novo Mundo (05), Valsa para Bruno Stein (07), com Walmor Chagas, Em Teu Nome, 09, com Cesar Troncoso, o juvenil A Casa Verde, 2010. Atualmente faz tanto sucesso com a série de teve da Globosat/GNT, chamada Animal (estreada em 6/8) que foi tão bem sucedida, que o próprio autor esta acrescendo a segunda temporada sozinho para o mesmo astro Edson Celulari e Cristiana Oliveira.
Na disso parece tudo rápido mas é consequência de um trabalho bem fundamentado e particular este drama rodado na Argentina com elenco misto (Trancoso como devem saber é uruguaio). O filme une três personagens solitários na bela e desolada paisagem da Cordilheira dos Andes: o misterioso Leon (César Troncoso), o sarcástico Silas (Nelson Diniz) e Ana (Fernanda Moro, no melhor momento de sua carreira). Eles gravitam em torno de um velho posto de gasolina por onde passam poucos caminhões e muitas histórias emocionantes. Não há duvida que tem jeitão de filme argentino, passado no deserto deles, mas isso soa entre nos como elogio. Sem cair em exagero, constrói muito bem o conflito e os relacionamentos. O público se envolve e gosta muito. Tomara que seja descoberto.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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