NOS CINEMAS: A EMPREGADA
Um suspense que trabalha bem o clima de suspeita. E lembra que, dentro de certas casas, ninguem talvez seja exatamente quem parece ser.
A Empregada (2026) chega aos cinemas com a promessa de um suspense psicológico envolvente. Logo nos primeiros minutos fica claro que a história se constrói mais pelo clima do que pela ação. É aquele tipo de narrativa em que o perigo surge nos detalhes.
A trama acompanha uma jovem que passa a trabalhar em uma casa aparentemente perfeita. Tudo parece organizado, confortável e tranquilo. Mas há algo estranho na dinâmica da família vivida por Amanda Seyfried e Brandon Sklenar.A filha do casal (Indiana Elle) aparece pouco, mas também mantém a sensação de dúvida sombria.
O roteiro explora justamente essa sensação de desconforto crescente. A protagonista Sydney Sweeney observa mais do que fala. E quanto mais observa, mais percebe que está cercada por segredos.
A direção de Paul Feig aposta em tensão silenciosa. Corredores vazios, portas entreabertas e olhares desconfiados criam expectativa constante. O espectador sente que algo está prestes a acontecer.
Sydney Sweeney sustenta bem esse clima de dúvida. Sua personagem mistura fragilidade, inteligência e um toque de mistério. É difícil saber até que ponto ela é vítima ou jogadora da situação.
O filme acerta na atmosfera, mas o roteiro segue caminhos conhecidos do gênero. Algumas revelações podem ser antecipadas por quem já viu muitos thrillers domésticos.Mas até que pode ter algumas boas reviravoltas.
Ainda assim, a narrativa mantém o interesse até o desfecho. Sem reinventar o gênero, entrega tensão suficiente para prender a atenção.
Nota: 3/5
Sobre o Colunista:
Edinho Pasquale
Editr-Executivo do site DVDMagazine
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