Cine Cult: Amor a Queima-roupa
Na cidade de Detroit, Clarence passa uma noite com a garota de programa Alabama. Eles se apaixonam e resolvem fugir para morar em outra cidade. Mas ela precisa dar satisfacao ao seu cafetao, Drexl. Clarence tenta chegar a um acordo com Drexl, que nao aceita entregar Alabama para ele, dando inicio a uma guerra com traficantes e criminosos
Amor à Queima-roupa (True romance). EUA/França, 1993, 121 min. Policial/Romance. Colorido. Dirigido por Tony Scott. Distribuição: Classicline (DVD de 2021, no box ‘Tony Scott’)
Cultuadíssima fita policial dirigida pelo inglês Tony Scott (irmão de Ridley Scott e diretor de “Top Gun”, “Dias de trovão” e “Inimigo do estado”), com um roteiro porrada e violento de Quentin Tarantino em início de carreira (um ano depois de fazer “Cães de aluguel” e um ano antes de “Pulp fiction”). Infelizmente Scott morreu cedo, aos 68 anos, em 2012 (cometeu suicídio), deixando uma marca notável no cinema americano dos anos 80 e 90.
“Amor à queima-roupa” é talvez o melhor trabalho dele, o mais movimentado, realizado com eficácia, ousado nas cenas de sexo e drogas, e com uma estética da violência típica de Tarantino. Era o auge da carreira de Christian Slater e Patricia Arquette, em cena com feras do cinema em participações admiráveis, como Christopher Walken (o bandido vilão), Dennis Hopper (o policial pai de Slater), Gary Oldman (o cafetão, sob forte maquiagem e cabelos rastafari), Val Kilmer (o mentor, em homenagem a Elvis Presley, que conversa com Slater como se fosse sua mente), além de pontas de Brad Pitt, Michael Rapaport, Saul Rubinek, Bronson Pinchot, Chris Penn, Tom Sizemore, James Gandolfini e Samuel L. Jackson.
Marcou época, influenciou o gênero e tornou-se cult (deu prejuízo na estreia, depois afamou-se entre um seleto público americano).
Fita de ação de excelência, saiu em DVD pela Obras-primas do Cinema, em 2018, com uma hora de extras, inclusive com um final alternativo, e recentemente ganhou edição de luxo no box em DVD “Tony Scott – The red collection”, pela Classicline, acompanhado dos longas “Fome de viver” (1983, com David Bowie e Susan Sarandon), “Vingança” (1990, com Kevin Costner e Anthony Quinn) e “Estranha obsessão” (1996, com Robert De Niro e Wesley Snipes). Ambas as versões estão em excelente cópia, retiradas do mesmo master, e são a versão do diretor, de 121 minutos (isso porque houve a versão editada para cinema, de 119 min).
Sobre o Colunista:
Felipe Brida
Jornalista, cr?tico de cinema e professor de cinema, ? mestre em Linguagens, M?dia e Arte pela PUC-Campinas. Especialista em Artes Visuais e Intermeios pela Unicamp e em Gest?o Cultural pelo Centro Universit?rio Senac SP, ? pesquisador de cinema desde 1997. Ministra palestras e minicursos de cinema em faculdades e universidades, e ? professor titular de Comunica??o e Artes no Imes Catanduva (Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva), no Senac Catanduva e na Fatec Catanduva. Foi redator especial dos sites de cinema E-pipoca e Cineminha (UOL) e do boletim informativo "Colunas e Notas". Desde 2008 mant?m o blog "Cinema na Web". Apresenta quadros semanais de cinema em r?dio e TV do interior de S?o e tem colunas de cinema em jornais e revistas de Catanduva. Foi j?ri em mostras e festivais de cinema, como Bag?, An?polis, Bras?lia e Goi?nia, e consultor do Brafft - Brazilian Film Festival of Toronto 2009 e do Expressions of Brazil (Canada). Ex-comentarista de cinema nas r?dios Bandeirantes e Globo AM, foi um dos criadores dos sites Go!Cinema (1998-2000), CINEinCAT (2001-2002) e Webcena (2001-2003). Escreve resenhas especiais para livretos de distribuidoras de cinema como Vers?til Home V?deo e Obras-primas do Cinema. Contato: felipebb85@hotmail.com
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