RESENHA CRÍTICA: São Paulo em Hi-Fi
A Semana da Passeata Gay parece um momento apropriado para se estrear (no Cine Sesc) este documentário que já havia estreado em 2013, no Festival Mix
São Paulo em Hi-Fi
Brasil, 13-16. 95 min. Direção de Lufe Steffen. Documentário.
A Semana da Passeata Gay parece um momento apropriado para se estrear (no cine Sesc) este documentário que já havia estreado em 2013, no Festival Mix. Um filme que me surpreendeu porque só assim me dei conta que apesar de meus anos de imprensa, nunca tinha entrado no Medieval e no Corinto, recebi um prêmio uma vez no NostroMondo e só estive algumas vezes no HS Homo Sapiens porque o assessor de imprensa era meu querido e velho amigo Leão Lobo (com quem trabalhei muitos anos no Jornal da Tarde). E olha que eu gosto de shows musicais, ainda mais inspirados em Broadway.
Mas gostei deste documentário simpático e despretensioso que procura fazer um levantamento inicial do que foi o começo da vida noturna gay, principalmente no Medieval, na rua Augusta, refletindo o que vinha acontecendo no resto do mundo. E sempre comentado por artistas ou jornalistas super competentes que refletem sobre a época, descrevendo os lugares seus altos e baixos. Gente representativa como Leão, Celso Curi (sua coluna pioneira realmente marcou época!), Mario Mendes, João Silvério Trevisan, Elisa Mascaro (pessoa fundamental em todo o movimento como dona das casas mais famosas que certamente foi quem emprestou o material dos shows e frequentadores e depois tem um depoimento muito franco e emocionante, recordando os anos tristes e trágicos da Aids).
Nada excepcional mas nem pretende isso. Mas seria interessante se continuasse o trabalho de registro do movimento LBGT na cidade e no país.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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