RESENHA CRÍTICA: Todos Já Sabem (Todos los Saben)
Muito longo, tem o casal central em forma, mas a história é desconcertada e nem sempre bem conduzida. Podia ter sido um thriller mais eficiente
Todos Já Sabem (Todos los Saben)
Espanha, 2018. Direção de Asghar Farhadi. Ele é o diretor iraniano que ganhou o Oscar mesmo não podendo recebe-lo. Revelado em Procurando Elly, 09, O Apartamento, 16, A Separação, 11, O Passado, 13. Todo o elenco é importante: Penelope Cruz, Javier Bardem (marido dela na vida real), o argentino Ricardo Darin. Os outros atores não são tão famosos: Eduard Fernandz, Barbara Lennie, Inma Cuesta, Elvira Minguez, Ramon Barea, Sara Salamo, Roger Casamajor. Previsto para estrear 24 de fevereiro no Brasil.
Penelope vive na Argentina com seu marido desempregado, mas retorna a Espanha para participar do casamento e com seus dois filhos, um garoto e uma adolescente atrevida. Todos celebram a festa onde ela reencontra Bardem, que agora é dono de terras e casado com outra, embora o amor do casal pareça de verdade. Tudo se complica quando a adolescente desaparece e está sendo ameaçada por bandidos que desejam dinheiro e ameaçam morte. A situação vai se complicando muito porque nenhum deles tem muita grana e a própria família entra em choque (sendo que o marido de Penelope, o famoso ator argentino Darin só entra em cena na hora final e ainda assim com pouco impacto). Muito longo, tem o casal central em forma, mas a história é desconcertada e nem sempre bem conduzida. Podia ter sido um thriller mais eficiente.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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