RESENHA CRÍTICA: Mulheres do Século 20 (20th Century Women)
Não é grande coisa, mas pode interessar em especial ao público feminino
Mulheres do Século 20 (20th Century Women)
EUA, 16. 1h59min. Direção e roteiro de Mike Mills. Com Annette Bening, Elle Fanning, Greta Gerwig, Billy Crudup, Lucas Jade Zumann, Allison Elliott, Thea Gill.
Os americanos são mestres de defenderem certos filmes esquecendo outros que poderiam ter até maior qualidade e valor e que com frequência são admitidos pelas premiações. Este aqui não teve essa sorte, inclusive foi muito mal de bilheteria (custou de 7 milhões de dólares e não passou de 5 milhões e 600). Foi indicado ao Oscar de roteiro, um absurdo, e Globos de Ouro de filme e a única que realmente merecia destaque era Annette Bening como atriz em comédia (aí o problema o filme é difícil de classificar, poderia ser muito bem drama).
O problema dele é simples: tem um roteiro muito ruim que não anda, não prossegue, fica se repetindo até a mais completa irritação e de maneira nenhuma chega a pintar o que seria um retrato de mãe de família no começo da década de 70, que nos EUA e também por aqui, foi motivo de mudanças comportamentais muito grandes e confusas. O filme aproveita bem Annette, já veterana esposa de Warren Beatty, o malfadado astro do premiado errado deste ano! Ela não fez plástica, mas tem boa aparência e cara de gente. Só que tem que lidar com as novas filhas e amiguinhas, que moram todas com ela numa casa comum, que de rico não tem nada.
O roteiro falha de novo ao tocar na mesma tecla e não aproveitar figuras que poderiam ter mais chance como Greta Gerwig, já conhecida de vários outros trabalhos, onde demonstrou sua habilidade e histrionismo. Mas não aqui. Onde tudo se resolve com vai e vens.
Segundo a sinopse deles mesmos, é sobre o amor, vida e lutas de uma mãe criando um filho no começo dos anos 70. Uma época de espíritos livros que o adolescente tenta entender e se ajustar. Afinal a casa é aberta, com 3 outras pessoas ajudando a pagar o aluguel e mãe tentado em vão em estabelecer limites E se trata basicamente disso, uma sucessão de pequenos fatos e lances, nada muito marcante ate o tempo passar e as pessoas de modificarem. Ou seja, não é grande coisa, mas pode interessar em especial ao público feminino. Bom, mas isso já dava para ver pelo título!!!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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