RESENHA CRÍTICA: Debi & Lóide 2 (Dumb and Dumber To)

Exatamente vinte anos depois, chega a continuação de Debi & Lóide, Dois Idiotas em Apuros (94) que foi tremendo sucesso também no Brasil e consagrou Jim Carrey

12/11/2014 12:30 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Debi  & Lóide 2 (Dumb and Dumber To)

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Debi  & Lóide 2 (Dumb and Dumber To)

EUA, 14. 110 min. Direção de Bobby e Peter Farrelly. Roteiro de Sean Anders, Mike Cerrone, John Morris e os Irmãos Farrelly. Com Jim Carrey, Jeff Daniels, Rob Riggle, Laurie Holden, Rachel Melvin, Kathleen Turner.

Exatamente vinte anos depois, chega a continuação de Debi & Lóide, Dois Idiotas em Apuros (94) que foi tremendo sucesso também no Brasil e consagrou Jim Carrey. Poucos viram o prólogo/prequel, Debi-Lóide - Quando Debi Conheceu Lóide, 03 (Eric Christmas Olsen fazia Lloyd e Dereck Richardson era Harry). Os dois continuam desconhecidos o que demonstra como foi ignorado (houve também uma série de animação de 95!).

De qualquer forma, só se volta a fazer uma continuação tardia como esta quando a carreira do ator esta em crise e decadência. E o mais curioso que Jeff Daniels está bem melhor do que o Carrey, que faz tempo não acerta e tem feito apenas  pontas não creditadas, como o simpático Tudo por um Furo que ninguém viu aqui, Kick Ass 2 e não tem outro filme em produção, enquanto Jeff ganhou o recente Emmy  de ator na série The Newsroom que deve se encerrar este ano.

Normalmente esses retornos a personagens da juventude também não funcionam porque os atores envelheceram visivelmente (Jeff é de 55 e Jim de 62) e maduros ficam meio patéticos e triste eles tentarem aprontarem piadinhas de gosto duvidoso, que antes poderiam ser bobinhas agora são do pior gosto!). Ou seja, são dois senhores com cara de sofridos, em particular Jim que perdeu o tipo jovial, já não deviam fazer esse tipo de bobagem.

Dirigido pelos Irmãos Farrelly na sua habitual maneira desleixada, o filme não tem ritmo, nem narrativa sensata. Vinte anos depois eles continuaram amigos e ainda aprontam pegadas contra o parceiro (veja se tem cabimento, Jim passar vinte anos num asilo ou coisa que o valha fingindo que esta em coma ou Jeff depois precisar de um transplante de rim que serviria depois para desculpa para eles voltarem a terra de sua família). O elenco de apoio na verdade é tão triste e sem graça, que só de vez em quando de passagem tem uma piadinha melhor. Mas são raras e quem viu o trailer vai perceber isso (onde já viu trailer de comédia americana onde não puseram as melhores piadas! Era porque não tinha !!!). Dizem que tem ponta de Bill Murray (como pegador de gelo mas não o reconheci) e de Jennifer Edwards (parece que ela rodou mas depois pediu para tirar!).

Melhor assim. O primeiro às vezes era grosseiro, mas tinha seus momentos. Este aqui nem isso. 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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