RESENHA CRÍTICA: Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train your Dragon 2)

ontinuação do sucesso de 2010, tem ação, aventura, lutas, brigas, efeitos. Até a exaustão.

20/06/2014 11:27 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train your Dragon 2)

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Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train your Dragon 2)

EUA, 14. Direção de Dean DeBlois. Roteiro de Cressida Cowell (autora dos livros originais). 102 min. Vozes originais de Jay Baruchel, Cate Blanchett, Gerard Butler, Craig Ferguson, America Ferrara, Jonah Hill, Christopher Mintz-Plasse, Djimoun Honsou. 

 

Convidado a participar hors-concours do recente Festival de Cannes, comemorando os vinte anos de animação da produtora Dreamworks, esta continuação do sucesso de 2010 (que chegou a ser finalista do Oscar®) tem pretensiosamente já outra continuação prevista para 2016, ou seja já em andamento. Não assistimos a versão original com os atores famosos mas mesmo assim da para reconhecer que é mais e melhor do que o capitulo 1. Mais bonito,mais bem produzido, tecnicamente espetacular, rigorosamente animado. Tem mais dragões (em pencas e fartamente coloridos), impecável direção de cenas de voos rasantes e lutas aéreas, comprovando a capacidade do diretor Dean DeBlois (o primeiro ele fez com a ajuda também de Chris Sanders, aqui sozinho, não posso dizer que consiga diferenciar sua ausência). A única coisa que lamento é que mais volume, mais ação, mais aventura, nem sempre soam melhor filme.  Chamem-me de chato mas eu ainda preferia a surpresa de descobrir o mais modesto primogênito.

Mas vivemos épocas de excessos e imagino que será novo sucesso. Não para abalar Disney e seu Frozen (que é endereçado para meninas, mais consumidoras de brinquedos e mais fieis do que os garotos que seriam o alvo desta aventura). De qualquer forma, da até uma certa inveja observar a qualidade desta animação se formos comparamos com os pangarés (não Disney) de nossa infância. A historia é retomada  cinco anos depois de onde parou. Ao norte da Ilha de Berk, o jovem Viking Hiccup (Soluço) e seu amigo Sem Dente, uniram dragões e vikings Enquanto está todo mundo preocupado participando de corridas de dragões, o novo esporte favorito do lugar, Soluço e a namoradinha Astrid viajam mais longe do que costume chegando a um território desconhecido. E vão ate uma caverna secreta de gelo hospeda centenas de dragões selvagens que são controlados pelo misterioso Dragon Rider que usa mercenários para reunir ainda mais combatentes. Preocupados em avisar sua cidade do perigo eminente, eles tem a sorte de esbarrar também numa grande figura que passou desaparecida, a mãe Soluço, uma mulher muito forte chamada Valka.

Daí em diante não há muito mais o que comentar. Ação, aventura, lutas, brigas, efeitos, até a exaustão. Tudo o que hoje o gênero parece pedir e o mercado exige.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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