RESENHA CRÍTICA: Esta É A Sua Morte - O Show (The Show - This is Your Death)
É de preocupar que algo deste teor possa realmente ser produzido e atingir milhões
Esta É A Sua Morte - O Show (The Show - This is Your Death)
EUA, 17. 1h44min. Direção de Gian Carlo Esposito. Roteiro de Noah Pink e Kenny Yakel. Com Josh Duhamel, Franke Jamssen, James Franco, Sarah Waine Callis, Gian Carlos Esposito, Caitilin Fitzgerald. Paris Filmes.
Esta semana o astro protagonista deste drama Josh Duhamel entrou no noticiário porque terminou seu romance com a cantora Fergie! E este filme teve mais prestigio porque é apenas o segundo dirigido para cinema, o anterior foi antes Gospel Hill, 2008, sobre xerife sulista e o martírio pelo qual passou seu irmão. O elenco tinha Angela Bassett, Danny Glover e o próprio Espósito, hoje consagrado como ator negro de grande prestigio. Ele nasceu na Itália, filho da cantora americana e operário italiano, o papel que o marcou na TV foi em Breaking Bad.
Mas na verdade a história é delirante e de certa maneira se inspirou já num longa antigo mas célebre que foi o alegórico Rede de intrigas (Network, 76), onde já acontecia em que os executivos mandavam de matar pessoas no meio de um programa no ar ao vivo para aumentar a audiência do Canal. Aqui eles já partem daí, um show de realidade em que o apresentador vê dois competidores mortos num outro show anterior que ele apresentou. Ou seja, havia um truque, mas era falso. Irritado com isso, ele bola outro show que tem pessoas que desejam se suicidar diante das câmeras de televisão. Pela ideia, o canal pagará cem mil dólares (nos tempos que corre me parece pouco) e o público poderá doar mais grana para os membros da família sobrevivente. OK, pode ser que a gente esteja satirizando e criticando o absurdo da televisão onde qualquer crime pode ser justificado. É de preocupar que algo deste teor possa realmente ser produzido e atingir milhões.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias