RESENHA CRÍTICA: Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!! (Everybody Want Some!!)
Passou rapidamente nas salas e deve seguir caminho agora streaming. Não perca tempo
Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!! (Everybody Want Some!!)
EUA, 16. 117 min. Direção de Richard Linklater. Com Blake Jenner, Juston Street, Tyler Hoerchlin, Ryan Guzman, Glenn Powell, Wyatt Russell, Temple Baker, J. Quinton Johnson, Courtney Taylor, Will Britain, Taylor Murphy.
Não sou admirador do diretor Linklater que para mim foi superestimado pelo Oscar, que lhe deu já cinco indicações (pelo filme Antes do Por do Sol e Meia Noite, como roteirista) e Boyhood da Infância a Juventude, como filme, direção e roteiro. O resto de sua carreira é meio experimental com mais baixos do que altos, mas nada tão infeliz e mal sucedido quanto esta comédia de rapazes que são jogadores de beisebol numa escola do interior. Nada tão mal contado e superficial e inútil quanto esta brincadeira (só pode ser isso) em que o diretor roteirista nem se da ao trabalho de construir personagens identificáveis ou verdadeiros.
O filme é mais uma exposição de muitas canções de época (deve ter pago uma fortuna pelos direitos delas, mesmo sendo apresentadas apenas ao final depois dos letreiros com todo o elenco masculino - todos desconhecidos e nenhum deles com pinta de que vai dar certo - cantando como rapper!). Praticamente não há história, apenas a chegada de um loiro aspirante ao time que vai viver na casa dos que jogam no time. Parece construir um conflito mas nem isso. Há uma tentativa de fazer uma festa com Oz, o protagonista arranja uma namoradinha promissora mas o filme é de uma nulidade estarrecedora. Passou rapidamente nas salas e deve seguir caminho agora streaming. Não perca tempo.
Segundo o diretor, o filme é uma continuação de seu pretensioso e bobo Boyhood com o rapaz se apresentando na faculdade. O título que iria ser usado e aparece na canção final é That´s What I´m Talking About (mas não falam sobre nada, apenas fumam maconha e assim mesmo raramente). Seria também uma continuação de outro filme dele, porém quase desconhecido que é Bernie Quase um Anjo (11) onde ele tem peripécias com um gato (bicho). Rodado na Texas State University já que é daquele estado. O título original do filme vem de canção de van Halen. Custou 10 milhões de dólares e não rendeu mais do que 3,3.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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