RESENHA CRÍTICA: Super Velozes, Mega Furiosos (Superfast!)

Um filme inteiro sem uma única risada, nem mesmo nas cenas que deram errada ao final

28/04/2015 16:13 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Super Velozes, Mega Furiosos (Superfast!)

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Super Velozes, Mega Furiosos (Superfast!)

EUA, 15. 99 min. Direção de Jason Friedberg, Aaron Seltzer. Com Lili Mirojnick, Veronica M. Cluskey, Dale Pavinski, Andrea Navedo, Shantel Wislawski, Joseph Julian Soria, Alex Ashbaugh.

Esta paródia foi lançada nos EUA no mesmo dia em que estreava e arrasava Velozes e Furiosos 7 (estava já em produção quando morreu Paul Walker e também interromperam as filmagens). Mas ela não vai até os filmes mais recentes e melhores, se fixando basicamente nos dois primeiros (na verdade, é tão infame que nem isso consegue!).

Já foi se o tempo em que eu tinha saudade das sátiras da revista Mad, do Mel Brooks, de Leslie Nielsen e o irmãos Zuckers. Quem faz este tipo de brincadeira de mau gosto são estes mesmos Friedberg e Seltzer que parecem ter esgotado seu estoque de humor (e grana, antigamente ao menos tinha alguns pontas de gente famosa, aqui nada disso). Só depois que fui perceber que era erro meu, alguns dos figurantes teriam certo nome no business, usando os nomes de Rapper Cameo (Rogelio Douglas), Cool Asian Guy (Chris Pang). Bom, me entenderam perfeitamente.

Eles conseguem um filme inteiro sem uma única risada, nem mesmo nas cenas que deram errada ao final. O elenco de substituição dos astros é uma vergonha (embora coitados ate que se esforçam muito fazendo todo tipo de caretas e se submetendo as coisas abomináveis. Desta vez nada muito grosseiro, é ate bobinho para teen deficientes. Teve um mesmo que satiriza Dwayne Johnson que tive dificuldade de reconhecer. Tudo confirma que são os humoristas mais sem graça de todo o cinema atual. Incluo nisso os brasileiros.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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