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RESENHA CRÍTICA: Velozes e Furiosos 8 (The Fate of the Furious)

Este é o tipo de filme em que se perdoam certas falhas e se fica com vontade de rever mais de uma vez

18/04/2017 00:28 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Velozes e Furiosos 8 (The Fate of the Furious)

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Velozes e Furiosos 8 (The Fate of the Furious)

EUA, 17. 2 horas e 16 min. Direção de F. Gary Gray. Universal. Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Chris "Ludacris" Bridges, Kurt Russell, Charlize Theron, Helen Mirren, Scott Eastwood, Lucas Black, Nathalie Emmanuel, Kristofer Hiviu (ambos de Game of Thrones).

Quem diria que o Velozes e Furiosos 8 viria a ser o campeão de bilheteria do ano, conseguindo 100.2 milhões nos Estados Unidos e 532.5 milhões de dólares na renda global (incluindo a China!). Na verdade, muita gente esperava com ansiedade esta aventura absolutamente sem compromisso com a realidade ou bom senso, que já de algum tempo (e quase sempre sob o comando de diretores orientais!) quebrou as normas do filme de aventura, superando mesmo as regras de James Bond justamente num momento em que esse personagem passou a se levar a sério fizeram exatamente o oposto começando por um astro desprovido de qualquer fotogenia ou talento dramático o impensável Vin Diesel, que chegou ao clímax de brigar com seus dois rivais de elenco que podiam lhe fazer sombra, os simpáticos Dwayne Johnson (ele fez tudo para não contracenar com este campeão de luta livre que é uma estanha mistura de raças mas também tem uma figura forte e simpática!) e Jason Statham. E mesmo no lançamento do filme Vin recusou aparecer junto com Dwayne. Mas estranho ainda foi a opção de cortarem inteiramente a sequência final após letreiros - que tem virado habito do gênero e da série, porque Vin não quis que o espaço fosse utilizado com o outro ator do gênero que está no filme, o britânico Jason Statham, cuja aparição na história serviu para criar mais suspense e até o alivio cômico que vem a ser o bebê (e mais não falo). Mas a imprensa americana fez questão de registrar isso quando Diesel exigiu que a cena com os dois fosse cortada, já que preferia outra forma de registrar sua nova “família”! Como Jason tem contrato para novo filme da série (falaram até num filme só com os dois estrelando), imaginem a confusão que deu e naturalmente quem venceu.

O mais curioso de tudo é que Vin é certamente o menos fotogênico e menos carismático de qualquer astro do gênero (está ai a prova disso nos outros filmes que ele tem estrelado, todos até agora fracassos). Enfim, confesso que fiquei um pouco assustado com primeira metade do filme, mesmo sendo ela inesperada como a primeira sequência de ação nas ruas de Cuba desde que começou uma relação de abertura entre os dois países. Não consegui esconder (para mim mesmo) um certo choque pensando na ironia de tudo aquilo, Vin Diesel correndo que nem louco em carros antigos e em plena forma (foi para isso então que Che Guevara e Fidel Castro lutaram tanto durante décadas em sua ilha? É para pensar...). Também não vejo motivo para o herói (Vin) se calar quando obviamente surge um obstáculo para ele finalmente se casar com a eterna Letty (Michelle Rodriguez) e ficar dominado por uma “loiraça cool” que exige e consegue obediência dele.

Já tenho problema com isso, já que a aparição da sempre linda Charlize Theron (com nome interessante Cypher) mas construída de uma forma completamente fria, uma figura dessas ficaria muito mais sedutora com uma maior pitada de loucura, de excentricidade e mesmo sensualidade (no final, cresce um pouco mas não suficiente, a tal ponto que sua figura é secundária no delírio posterior). Como fã da moça, ela devia processar a falta de carinho que tiveram com ela (ou será que foi outro delírio do Vin que não queria mesmo concorrência).

O fato é que a primeira parte do filme não conseguiu me convencer talvez porque os coadjuvantes desta vez tem menor participação (a turma/ equipe deles) ainda por cima prejudicada pelo cada vez pior Scott Eastwood (filho sem alento de Clint), a falta de brilho de Kurt Russell, a aparição curta demais de Helen Mirren e o invisível Luke Evans. Tudo porque o roteiro não conseguiu costurar melhor a trama, o que finalmente é resolvido da parte final, quando já estávamos perdendo a expectativa sucede uma perseguição de carros pelas ruas de Nova York, que realmente é de tirar o fôlego, tecnologicamente revolucionária e por si só já valeria em rever o filme! Mas não apenas isso porque há ainda uma sequência a lá antigo James Bond, igualmente sensacional rodada na Islândia em ritmo efervescente que supera mesmo qualquer lógica. È puro delírio para voltarmos a ser criança e vibrar novamente.

Se o orçamento teria sido de 250 milhões de dólares já esta quase pago, este é o tipo de filme em que se perdoam certas falhas e se fica com vontade de rever mais de uma vez.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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