RESENHA CRÍTICA: A Família Bélier (La Famille Bélier)
Filme simpático que deve agradar ao público jovem
A Família Bélier (La Famille Bélier)
França, 14. 100 min. Direção de Eric Lartigau. Com Karin Viard, François Damiens, Eric Elmosino, Louane Ermera, Roxanne Duran, Luca Gelberg.
Não entendi muito porque lançar numa data nobre natalina esta comédia desconhecida francesa (também no elenco) que na verdade poderia interessar mais aos jovens, já que tem um romance entre adolescentes (rurais) e amigas minhas choraram muito assistindo o filme.
A estudante Paula, vive numa pequena fazenda como seus pais e seu irmão, todos eles deficientemente auditivos, ou seja, surdos mudos. O lugar é pequeno mas permite que eles sobrevivam com os problemas normais com o leite e a vida, o banco, as contas, os clientes, a vida simples do interior. Na escola ela procura se aproximar de um colega bonitinho por quem se sente atraída ingressando num coral. O que não esperava é que tivesse uma voz privilegiada, que ela tem que ir aprendendo um pouco. Até porque acaba sendo a razão para fazer par com o moço.
Entendi melhor o entusiasmo do exibidor ao ver que o filme esta sendo lançado simultaneamente com a França, sendo saudado pela crítica ate mesmo como a melhor do ano. Também é importante saber que a moça principal, Louane, acabou de ser revelada pela versão francesa do programa de TV The Voice! Embora tenha achado o filme simpático não cheguei ao exagero dos franceses que o chamaram de caloroso e mesmo emocionante.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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