RESENHA CRÍTICA: Chorar de Rir
Alguns vão rir mais que os outros, mas é bom deixar claro que intelectual não sabe nada de humor, o espectador que dará a última palavra
Chorar de Rir
Brasil, 2019. Diretor: Toniko Melo. Roteiro de José Roberto Torero. Com Leandro Hassun, Monique Alfradique, Otavio Muller, Jandira Martini, Natalia Lage, Perfeito Fortuna, Rafael Portugal, Felipe Rocha, Fúlvio Stefanini, Sidney Magal, Carto Mainier, Sérgio Mallandro.
Não tem sido uma fase boa para as comédias brasileiras, não tem tido a sorte ou a esperteza em conseguirem grandes sucessos (com a devida exceção do megaêxito do ano, aliás merecido de Minha vida em Marte!). Mas este novo filme do gênero se dá ao luxo de trazer como protagonista logo o Leandro Hassun, um grande do humor e muito querido pelo público, então logo de cara, aprenda o seguinte, critico não manda nada e entende muito pouco! Quem faz humor sabe o que interpreta e neste caso especial não é exatamente uma trama comum mas um projeto pessoal deles (os críticos tem mania de impor besteiras, dizendo coisas como “aprofundamento dramático mais profunda, dualidade e coisas que tais que aprenderam na escola). Quem vai mandar é o público e os atores envolvidos variam entre astros queridos e outros de passagem como amigos (incluindo minha querida amiga Jandira Martini), ou seja , ri quem puder e gostar. O protagonista volta a ser Leandro Hassum (já depois do tratamento de saúde para emagrecer) faz um humorista em crise, Nilo Perequê que sonha em fazer Hamlet, ao mesmo tempo que é apaixonado por Barbara (Monique). Alguns vão rir mais que os outros, mas é bom deixar claro que intelectual não sabe nada de humor, o espectador que dará a última palavra.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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