RESENHA CRÍTICA: Emoji: O Filme (The Emoji Movie)
É raro se ver um filme tão desprovido de humor, estilo, inteligência ou diversão
Emoji: O Filme (The Emoji Movie)
EUA, 17. 1h26 min. Direção de Tony Leondis. Vozes originais de T.J. Miller, James Corden, Anna Faris, Patrick Stewart, Christina Aguillera, Sofia Vergara.
É bom começarmos tentando explicar o título caso exista ainda alguém que não tenha sido bem informado a respeito. Antes avisamos que esta produção da Sony traz como prólogo, uma animação de cerca de cinco minutos, chamada Puppy, ou seja, um animal de estimação. No caso é uma aventura da série Hotel Transilvânia com uma família de monstros tendo que lidar com o filho pequeno que deseja um cachorro de estimação e o chefe da família, Drácula, que apoia a sugestão, até que tudo acaba se tornando um grande caos. Infelizmente não é muito engraçado ou memorável.
O longa metragem custou 50 milhões de dólares não muito para esse tipo de filme. E não foi mal de bilheteria passando dos 76 milhões. Apesar das restrições dos espectadores jovens e da crítica que votou nele como um dos piores do gênero em todos os tempos. Emoji é uma palavra japonesa que é um ideograma usado em mensagens eletrônicas e páginas da Web. Serve para refletir as emoções de vários gêneros, como expressões faciais, objetos de uso comum, lugares e tipos de temperatura e animais. Originalmente era chamada de pictograph vem do japonês misturando “e” (pictografia) e mais Moji (personagem). As figuras começaram a aparecer em telefones no fim dos anos 1990, e se tornaram populares desde sua aparição nos IPhones da Apple, depois a Android.
A pretensão deste filme é desvendar o mundo até então desconhecido que vivem dentro dos smartphones. Dentro deles vive uma cidade chamada Textopolis, onde seus emojis favoritos vivem como Gene, um exuberante Emojim que não tem filtro e tem múltiplas expressões. Mas quer se tornar normal como os outros. Pede a ajuda do melhor amigo, Hi-5, e um outro quebrador de códigos, Jailbreak. Juntos eles embarcam num mundo próprio a procura do código que vai ajudar Gene. Mas logo vai ficar mais complicado e eles terão que salvar o mundo!
Pena que num gênero tão cheio de projetos interessantes e criativos, justamente este foi decepcionar. Que saudade de Toy Story. Faço minhas as palavras de outros críticos, que afirmaram que é raro se ver um filme tão desprovido de humor, estilo, inteligência ou diversão.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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