RESENHA CRÍTICA: Esteros (Idem)
Filme com a singeleza e simplicidade de uma história de amor, talvez mais de encontro e perda, sensível e sem afetação
Esteros (Idem)
Argentina, Brasil, 16. 83 min. Direção de Papu (Gerardo) Curotto. Roteiro de Andi Nachon. Com Ignacio Rogers, Esteban Masturini, Joaquin Parada, Blaz Niz, Maria Merlino, Renata Calmon. Premiado no Festival de Gramado como Prêmio do Público e Prêmio Especial do Júri (ambos na Competição do Cinema Latino).
Uma bonita estreia de um diretor argentino, num filme co-produzido com o Brasil, que levou prêmios e foi muito bem recebido no ultimo Festival de Gramado. Acredito que pela singeleza e simplicidade de uma história de amor, talvez mais de encontro e perda, sensível e sem afetação. Feita por um elenco muito natural e uma direção discreta.
Conta a historia de dois amigos desde a infância, Matias e Jerônimo que se conhecem desde criança e justamente no momento em que vai despertar sua sexualidade, o pai de Matias resolve se mudar para o Brasil. Dez anos depois os dois se reencontram numa cidadezinha na época de carnaval e com a namorada presente. É ali na região pantanosa de Esteros na Província de Corrientes, que os dois vão se reencontrar e ficar sozinhos.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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