RESENHA CRÍTICA: Toni Erdmann (Idem)
Com frequência eu tenho reagido mal a determinado tipo de filme em especial comédia que os alemães tem realizado com sua mão pesada e seu humor bizarro
Toni Erdmann (Idem)
Alemanha, 16. 282min. Direção de Maren Ade. Com Peter Simonischek, Sandra Huller, Michael Witttenbon.
Este é ate agora considerado o favorito para ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro no que veio a ser uma seleção bem meia boca (os melhores ficaram de fora da listagem, o que na verdade já é uma tradição da Academia! Fazer besteira!). E, neste caso, está dentre eles um outro filme que tem uma história parecida e é muito mais divertido e objetivo (que vem a ser o sueco Um Homem Chamado Ove, que lembra bastante este aqui e foi dirigido por Hannes Holm). Com frequência eu tenho reagido mal a determinado tipo de filme em especial comédia que os alemães tem realizado com sua mão pesada e seu humor bizarro. Este teve tantas indicações e premiações que me faz pensar num caso de delírio coletivo. Além de ser interminável.
A verdade é que humor não se discute porque cada um tem sua preferência e lógica. Aqui com atores nada atraentes se conta a história do já velho Winfried que encontra pouco sua filha trabalhadora Ines. Resolve visitá-la em Bucharest, onde ela vive como estrategista corporativa. Winfried, que se acha um gozador, resolve perseguir a filha com piadas, algumas muito sem graça, aprontando situações que a deixam embaraçada e algumas vezes sem sentido. Pai e filha chegam a um impasse quando o velho aceita ir para a Alemanha. Só que ele Toni Erdmann não desiste e assume outros disfarces (dentes falsos, roupas velhas, e assim por diante). Em toda a loucura, ela começa a ver que o pai no fundo não é tão louco.
Por sinal esta semana foi anunciada que uma versão americana do filme que será rodada com Kristen Wiig e trazendo de volta ao cinema Jack Nicholson (os boatos diziam que ele sofria de Alznheimer, o que parece não ser verdade). Com Nicholson certamente o filme será melhor e mais engraçado.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias