RESENHA CRÍTICA: O Tesouro (Comoara)

O filme é primário, sem graça, atores ruins, situação medíocre

22/04/2016 16:42 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: O Tesouro (Comoara)

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O Tesouro (Comoara)

Romênia, 15. 89 min. Direção e roteiro Cornelio Porumboiu com Toma Cuzin, Adrian Purcarescu, Cornelio Cozmei, Radu Banzaru.

Premiado por sua narrativa no Um Certain Regard de Cannes, premiado pela critica em Atenas, roteiro no Cairo e melhor filme do ano na Transilvânia, este é um filme de um cineasta relativamente conhecido em sua terra natal pelos trabalhos A Leste de Bucareste (06), Policia, Adjetivo (09). Acho bom admitir que não sou admirador do cinema deles, que até agora nunca me emocionou ou impressionou. Tampouco este aqui que se diz comédia mas não tem nenhuma graça, o possível senso de humor irônico se perde numa história banal, narrada com frieza e distanciamento. Um pai de família com filho pequeno aceita a proposta de um vizinho que está sem grana para irem procurar desenterrar um possível tesouro que existiria numa antiga terra de família (o avô teria enterrado por causa da guerra). Sem muitos problemas, mas arriscando prisão por causa do governo, os dois juntos com um homem que lida com caça metais saem em busca do tesouro. E o desenterram...

Não preciso contar mais porque o filme é primário, sem graça, atores ruins, situação medíocre e final que se pretende irônico e parece mais bobo. Não recomendo. Prêmios como a gente bem sabe não quer dizer grande coisa.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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