RESENHA CRÍTICA: Prazeres Mortais (The Loft)
Um curioso filme B estrelado por vários galãs de origens diferentes
Prazeres Mortais (The Loft)
EUA, 15. 108 min. Direção de Erik Van Looy. Com James Marsden, Karl Urban, Wenworth Miller, Eric Stonestreet, Mathias Schenaerts, Isabel Lucas, Rachael Taylor, Rhona Mitra, Kali Rocha, Elaine Cassidy . Lançamento em VOD.
Um curioso filme B estrelado por vários galãs de origens diferentes. Começa bem, se perde um pouco, mas apesar disso serve de passatempo masculino em VOD. Cinco rapazes casados mas ainda jovens conspiram para compartilhar uma cobertura, um elegante e moderna penthouse, onde podem realizar suas fantasias sexuais mais loucas. Mas tudo se torna um pesadelo quando é encontrado lá um corpo de mulher e um deles só pode ser o culpado. O curioso do filme é que foi realizado por um certo Erik, belga de sucesso comercial, que realizou também a primeira versão, o Loft original (que tinha também o Matthias de A Entrega e Bull). Ele ainda é o filme de maior bilheteria na Bélgica, com 1,2 milhão de espectadores. Mas não ficou por aí, em 2010 tem uma refilmagem holandesa (que foi iniciada por uma mulher Antoniette Beumer, mas ela a substituiu quando teve um acidente grave).
Outro detalhe: esta versão foi rodada entre junho e julho de 2011, mas lançada nos EUA só em janeiro de 2015. Rosamund Pike, Patrick Wilson e Tobey Mcguire iam estar no elenco. Custou 14 milhões de dólares e rendeu quase 6! Apesar do elenco atraente e um visual interessante o filme tem um diálogo infeliz e personagens previsíveis, como o suave arquiteto Urban, o psicólogo ingênuo Marsden, o tímido Wentworth e seu meio irmão de cabeça quente (Matthias), sem esquecer o gordinho chato e infeliz (Stonestreet). Mesmo a trama é complicada com excesso de flashbacks, álibis, traições, drogas, drogados, chantagem política, traumas de infância, mulheres fatais, insinuações homoeróticas e pistas falsas fazendo com que se tenha saudade dos mistérios de Agatha Christie.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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