RESENHA CRÍTICA: Khumba
Suportável para adultos, deve interessar os pequenos por causa dos bichos
Khumba (Idem)
África do Sul, 13. 85 min. Direção de Anthony Silverston. Com as vozes originais de Loretta Devine, Steve Buscemi, Jake T. Austin, Laurence Fishburne, Richard E. Grant, Liam Neeson, Anna Sophie Robb.
O sucesso dos filmes de animação tem sido tão grande que os distribuidores estão se sentindo na obrigação de importar tudo que se faz em qualquer parte do mundo, até mesmo como é este caso a África do Sul. Parece que custou 20 milhões de dólares esta aventura que deve bastante a Madagascar, já que se passa também entre os animais selvagens da África, no caso o que parece ser uma reserva ambiental onde ainda existe água. Mas também preconceitos, que começam a se revelar quando nasce uma zebrinha que leva o nome de Khumba (que vem do zulu, significando A Pele), que provoca preconceitos porque é diferente. Tem listas apenas na metade do corpo. Isso poderia ser mal sinal, porque a seca está próxima e será preciso racionar a água. Ainda bem que o pai dele é o líder do grupo, mas a mãe morre e o herói percebe que é melhor se afastar dali mesmo se arriscando a enfrentar outras feras, como o leopardo feroz Phango que controla os outros poços e um cão selvagem. Mas ele terá amigos como um avestruz, para ajudá-lo... e assim por diante.
Suportável para adultos, deve interessar os pequenos por causa dos bichos, que sempre os encanta. Nada de brilhante ou especial, com musica ocasional (tem um que sonha em ser Madagascar mas não decola!) e na parte final a seca, a sede, o incêndio...
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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