OSCAR 2026: BLUE MOON ? MUSICA E SOLIDAO
Um drama delicado sobre memoria e tempo. E Ethan Hawke prova mais uma vez a forca de sua atuacao madura
Blue Moon é daqueles filmes pequenos na aparência, mas ambiciosos no sentimento. A história aposta em diálogos, atmosfera e personagens carregados de passado. Não é cinema de grandes acontecimentos, mas de momentos suspensos.
O roteiro acompanha um encontro marcado por lembranças, frustrações e certa nostalgia artística. Há algo de teatral na construção das cenas, como se cada fala fosse parte de uma confissão tardia. Isso dá charme ao filme, embora também limite seu ritmo.
A direção de Richard Linklater prefere a discrição. Poucos cenários, câmera observadora e muito espaço para os atores. É um filme que depende quase inteiramente da força das interpretações.
E é aí que Ethan Hawke entra em cena. Ele compõe seu personagem com maturidade e melancolia. Há um cansaço elegante em seu olhar, típico de quem já viveu demais.
Hawke domina a tela com naturalidade. Mesmo nas pausas, transmite emoção e história acumulada. É uma atuação contida, mas cheia de nuances.
O restante do elenco acompanha bem, mas é ele quem conduz o tom do filme. Quando o roteiro vacila, sua presença mantém o interesse.
Blue Moon talvez não seja um filme para todos. Mas tem sensibilidade e respeito pelo silêncio.
Nota: 3,5/5
Sobre o Colunista:
Edinho Pasquale
Editr-Executivo do site DVDMagazine
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