RESENHA CRÍTICA: O Que os Homens Falam (Una Pistola em Cada Mano)

RESENHA CRÍTICA: O Que os Homens Falam (Una Pistola em Cada Mano)

22/05/2014 13:19 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: O Que os Homens Falam (Una Pistola em Cada Mano)

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O Que os Homens Falam (Una Pistola em Cada Mano)

Espanha, 12. Pandora. Direção de Cesc Gay. Com Javier Camara, Ricardo Darin, Jordi Mollá, Eduardo Noriega, Leonardo Sbaraglia, Luis Tosar, Alberto San Juan, Candela Peña, Leonor Watling, Cayetana G. Cuervo, Clara Segura.

 

 Um curioso projeto do cinema espanhol catalão de Barcelona, dirigido por um certo Cesc Gay (não o conheço mas escreve habitualmente séries de TV e alguns longas que não passaram aqui, como Hotel Room, Krampack, En la Ciudad, Ficció, V.O.S..

Aqui ele conta em vários episódios com a ajuda dos mais conhecidos atores do cinema espanhol (e também argentino) alguns momentos na vida de um grupo de homens de meia idade e que sofrem alguma crise. É preciso porém gostar do gênero (histórias curtas que se sucedem, sempre com bons atores em bons momentos).

Aqui os 8 quarentões (que só se irão se encontrar no final do filme) enfrentam diferentes crises, Darin esta num banco de jardim de um parque e toma remédios para suportar o fato de que sua esposa o trai. Javier Camara tenta retornar para sua esposa dois anos após o divórcio. Eduardo perdeu tudo o que tinha e volta a morar na casa de sua mãe. Alberto e Jordi são dois amigos que começam a revelar pela primeira vez seus segredos íntimos. Sbaraglia é bem sucedido na vida mas nem por isso deixa de estar deprimido. Noriega não consegue seduzir nem a própria namorada e Luis confunde o nome das namoradas com o de seu cachorro. 

Sim, o tom é de comédia leve, e o mais curioso dos bastidores é que o argentino Darin entrou em contato como diretor pedindo o papel porque tinha gostado do roteiro e Javier Bardem teve que largar o filme e foi substituído por Sbaraglia. O papel de Candela Peña foi escrito especialmente para ela. Nada excepcional mas o elenco é bom, o filme interessante. 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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